10:34 24 Maio 2018
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    Policiais israelenses investigam o corpo de um dos assaltantes palestinos após ataque em Jerusalém, 3 de fevereiro 2016

    Israel quer privar jornalistas de credenciamento por manchetes ‘erradas’

    © AFP 2018 / AHMAD GHARABLI
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    O escritório de imprensa do governo de Israel ameaçou privar jornalistas de credenciamento por manchetes que “contradizem a realidade” depois de indignar-se com a maneira da mídia estrangeira de apresentar o tiroteio com militantes palestinos no centro histórico de Jerusalém.

    Ontem (3) uma funcionária da polícia fronteiriça de Israel foi morta a tiros, mas conseguiu junto com os seus colegas eliminar três palestinos armados com pistolas-metralhadoras, facas e engenhos explosivos. As moças que pararam os palestinos para verificação de documentos perto das muralhas da Cidade Velha e foram atacadas por eles provavelmente preveniram um ato terrorista de grande escala com muitas vítimas, opinam os serviços de segurança de Israel.

    “‘Três palestinos foram mortos no meio de contínua violência diária’, diz a manchete escolhida por redes televisivas internacionais durante o acompanhamento do ataque terrorista mortífero perto do portão de Damasco em Jerusalém. Não podemos negligenciar isso. Iremos considerar a possibilidade de anular os credenciamentos de imprensa de jornalistas e redatores que escrevem manchetes que contradizem a realidade”, disse o diretor do escritório de imprensa governamental Nitzan Hen.

    O tiroteio de ontem continuou uma série de ataques palestinos quase diários contra israelenses que levaram as vidas de 31 pessoas e feriram mais de 300, segundo os dados do serviço de ambulância. Do lado palestino, segundo as estimativas da mídia, morreram pelo menos 154 pessoas, entre quais 109 foram mortos a tiros quando tentavam atacar cidadãos israelenses com uso de armas ligeiras ou brancas e com uso de tática de atropelamento intencional.

    Durante este incidente, que é um dos mais graves durante os cinco meses da última agudização do conflito palestino-israelense, estava em Jerusalém, com uma visita oficial, a presidente do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo) Valentina Matvienko. Os relatos do ataque chegaram no meio da sua conversa com o homologo israelense Yuli-Yoel Edelstein no edifício de Knesset (parlamento de Israel). Na coletiva de imprensa após o encontro Matvienko manifestou “indignação e condenação devido ao ato terrorista”.

    Uma onda de violência sacudiu Jerusalém e Cisjordânia nos últimos meses após confrontos em setembro entre a polícia israelense e palestinos no Monte do Templo, um lugar sagrado tanto para os judeus como para os muçulmanos, no meio das preocupações de palestinos de que Israel possa mudar o status quo do território do Monte do Templo. 

    Tags:
    jornalismo, censura, jornalistas, intifada, Jerusalém, Israel
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