18:27 23 Agosto 2017
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    As questões ainda em aberto no processo de paz da Colômbia a 7 semanas da data limite

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    Representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) e do Governo do Presidente Juan Manuel Santos retomaram na terça-feira, 2, as negociações de paz em Havana.

    As delegações debatem como chegar aos entendimentos finais que levem à redação do acordo de paz e possibilitem sua assinatura na data (até aqui prevista) de 23 de março. Entre as questões que estão sendo negociadas estão a deposição das armas, o reconhecimento das FARC-EP como membro da sociedade civil colombiana e o pagamento de indenizações.

    As conversações estão sendo acompanhadas por membros da CELAC – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, o que, segundo seus integrantes, “reforça a legitimidade do processo de paz e expressa a vontade de pôr fim a um conflito que perdura há mais de 50 anos”.

    As negociações de paz entre Colômbia e FARC-EP tiveram início em novembro de 2012, e, segundo Ricardo Cabral, da Escola de Guerra Naval no Rio de Janeiro, “estas questões ainda precisam de um longo debate porque não são fáceis de ser concluídas. Há muitas pendências em torno destes debates”.

    A data prevista para a assinatura do acordo final é 23 de março, e o Professor Cabral acredita que há grande probabilidade de que ela seja respeitada.

    “O líder das FARC, Timochenko [Rodrigo Londoño Echeverry], em entrevista recente se colocou como otimista sobre esta questão da assinatura e de várias outras questões sobre as quais as FARC têm sido arguidas: de como será sua inserção na sociedade, das várias frentes dos grupos guerrilheiros, como eles todos irão aderir. E Timochenko disse que tem representatividade e tem apoio do seu grupo para que efetivamente os acordos sejam cumpridos.”

    Ricardo Cabral aponta, porém, algumas outras questões que são de grande importância no processo de paz. Por exemplo, “como vai se dar a participação política dos ex-guerrilheiros? Como vai ficar a questão da reforma agrária – um dos principais pontos da pauta? E a questão da reinserção, como os militantes das FARC vão se inserir no mercado de trabalho? Como será feita a transição?”.

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    Tags:
    FARC, CELAC, Ricardo Cabral, Timoleón Jiménez "Timochenko", Juan Manuel Santos, Colômbia
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