02:10 18 Agosto 2017
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    Presidente russo, Vladimir Putin, durante fórum do clube Valdai

    Por que razão a Rússia tem confiança na sua economia?

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    Vale a pena dar atenção a um tipo de sabedoria de mercado no contexto das relações econômicas russo-americanas.

    A coisa é seguinte: as regras do jogo no mercado mundial são simples — quando todo mundo está vendendo, você deve comprar — e vender, quando todo mundo está comprando. E acima de tudo — nunca siga o instinto gregário e continue olhando para a frente. 

    Mesmo uma olhada breve a estas relações provoca surpresa, escreveu o site analítico What They Say About USA.

    Enquanto na área política a Guerra Fria parece ter voltado e ser intensificada por tais fatores econômicos como a queda drástica dos preços do petróleo e a volatilidade do rublo, além da instabilidade na economia mundial em geral, o site parece saber o que podemos esperar.

    A edição online fez lembrar o recente projeto conjunto dedicado à cooperação econômica entre o jornal russo Kommersant e o americano The Washington Times iniciado no âmbito do Fórum de Discussão do Clube Valdai. O clube tem como objetivo promover o diálogo entre a Rússia e a elite intelectual internacional e apoiar análises científicas independentes e isentas de eventos sociais, políticos e econômicos na Rússia e no resto do mundo.

    Segundo o artigo analítico, nenhuma das partes duvida de que existe um enorme potencial que não deve ser perdido, o que fará com que a imagem negativa claramente mude para melhor.

    “Cabe olhar para um cenário mais realista ou até mesmo otimista. Nós vamos continuar a buscar a centelha vital do otimismo nas relações futuras russo-americanas”.

    Além disso, o site destaca as razões que as empresas internacionais têm para continuar cooperando com a Rússia. Mesmo tendo em conta a opinião de alguns empresários estrangeiros de que a Rússia não tem uma localização muito boa para negócios, o país tem ricos recursos naturais (além do petróleo e gás) e profissionais talentosos – engenheiros, matemáticos e cientistas.

    Enquanto isso, o mercado russo de 140 bilhões de consumidores ainda tem potencial para desenvolvimento e é um dos maiores na Europa, por exemplo, nos setores de celulares e carros.

    Então, mesmo tendo em conta os problemas no mercado russo para os empresários, os números falam por si mesmos.

    O PIB caiu quase 4% em 2015, o rublo perdeu 40% do seu valor, e inflação anual foi de 13%. Mesmo assim, outros indicadores econômicos mostram que o movimento negativo está gradualmente a melhorar — podemos ver como a economia está se adaptando aos preços mais baixos do petróleo.

    Quer os economistas independentes quer os governamentais preveem o início de um crescimento modesto em 2017, mesmo se os preços do petróleo não conseguirem voltar a US$ 40 por barril.

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    Tags:
    negócios, empresários, economia, sanções, EUA, Rússia
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