23:59 14 Agosto 2020
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    Na União Europeia aumenta a indignação provocada pela postura da Alemanha em relação ao projeto russo de gasoduto Corrente do Norte 2, refere a revista de negócios Forbes.

    Os países que têm problemas internos com a segurança energética são os que têm receio do projeto, notou um especialista da Forbes.

    O gasoduto impedirá a continuação da política de sanções da UE contra a Rússia, pois minará os esforços já feitos pela chanceler alemã Angela Merkel [que durante a crise na Ucrânia iniciou a tomada das medidas econômicas contra a Rússia enquanto atualmente não se opõe ao projeto de gasoduto] destacou a Forbes, citando pesquisas da redatora-chefe do projeto Strategic Europe do Fundo Carnegie-Europa, Judy Dempsey.

    O observador da revista de negócios e economia americana Kenneth Raposa também fez lembrar que as grandes empresas energéticas [por exemplo,a  Shell] já assinaram acordos com a gigante russa Gazprom para fornecimento de gás russo à Alemanha através do gasoduto submarino, que atravessa o mar Báltico. 

    Mesmo assim, Raposa nota:

    "Continua sendo um mistério como foi permitido o acordo com o governo russo durante o regime das sanções por parte da União Europeia".

    O projeto de gasoduto conjunto da Rússia e de várias empresas europeias deve levar o gás russo através do território alemão a outros países da Europa de Leste. O gigante energético Gazprom prevê que o projeto seja realizado até finais de 2019.

    Mas nem todos os países aprovam o novo gasoduto russo. O presidente polaco Andrzej Duda declarou que o projeto ameaça a segurança energética da Europa e visa minar o trânsito tradicional de gás pelo território da Ucrânia. 

    Ainda continua desconhecido o montante que a Polônia perderá se o Corrente do Norte 2 for realizado, mas a Ucrânia perderá pelo menos dois bilhões de dólares.

    Além disso, Itália, Lituânia, República Tcheca, Hungria, Romênia, Estônia, Letônia, Eslováquia e Grécia se mostram contra o projeto.

    Mas o especialista da Forbes nota que a culpa é da União Europeia por o seu sistema da segurança energética não funcionar como deve.

    “Pode ser que a ampliação de tubulação não traga vantagens a certos países, mas o projeto é útil para a Europa em geral”, escreveu.

    Kenneth Raposa frisou que o Corrente do Norte 2 pode ser uma ideia boa para a UE, se este última continuar as tentativas de futura integração dos mercados energéticos. 

    “E o fato de eles ainda não terem feito isso é culpa deles mesmos, não é o resultado de uma interferência da Rússia”, sublinhou, citando o observador do Instituto Brookings, Tim Boersma.

    Segundo este último, para garantir a segurança energética, a Europa deve seguir as normas gerais da legislação, combater a corrupção e aumentar a concorrência no mercado interno.

    Tags:
    gasoduto, Corrente do Norte 2, Gazprom, Rússia, União Europeia, Europa
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