20:51 23 Junho 2018
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    Ex-presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili

    Saakashvili enfrenta risco de sentença de 30 anos a prisão perpétua

    © AFP 2018 / SHAKH AIVAZOV
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    O ex-presidente da Geórgia e o atual governador da cidade ucraniana de Odessa, Mikheil Saakashvili, pode ficar na prisão por um período bastante prolongado por decisão de Tribunal de Haia.

    Em 27 de janeiro, o Tribunal Internacional de Justiça em Haia (na Holanda) deu início à investigação de crimes que tinham sido realizados durante o conflito armado na Ossétia do Sul em 2008, informou o canal de televisão RT.

    A chancelaria russa reagiu declarando que Moscou espera uma decisão justa e objetiva do Tribunal, especialmente tendo em conta que mais cedo a parte russa tinha entregado 30 volumes do caso penal russo ao Tribunal na Holanda.

    Entre os crimes que serão investigados há casos de ataques da parte georgiana a civis e pacificadores, assassinatos, destruição de propriedade, casos de pilhagem e transportação forçada de pessoas.

    Na época, vários meios de comunicação divulgaram dados falsos sobre a alegada agressão russa contra a Geórgia.

    Mas um relatório da organização internacional Human Rights Watch (HRW) que por razões claras recebeu pouca publicidade mostrou o contrário: foi a Geórgia que começou as ações militares.

    “O conflito armado, preparado desde primavera de 2008, começou em 7 de agosto com o ataque militar georgiano na Ossétia do Sul e a resposta militar russa no dia seguinte e durou até o cessar-fogo em 15 de agosto”, diz-se no relatório.

    A página do relatório da Human Rights Watch sobre o conflito armado na Ossetia do Sul em 2008
    A página do relatório da Human Rights Watch sobre o conflito armado na Ossetia do Sul em 2008
    O Tribunal de Haia também investigará casos de fogo aberto contra pacificadores russos durante este conflito armado.

    Um representante da Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu não identificado pelo RT comentou o início da investigação dizendo que com base nas provas que a investigação tem o ex-presidente da Geórgia pode ser privado da liberdade por um prazo de 30 anos e até mesmo pode receber a sentença da prisão perpétua.

    Além deste caso, Saakashvili, que chefiou a Geórgia entre os anos de 2004 e 2013, é acusado de uma série de crimes no seu país, inclusive violações dos direitos humanos, abuso de poder, desvio de fundos e desfalque de mais de 5 milhões de dólares. A Geórgia pediu repetidamente à Ucrânia para extraditar Saakashvili.

    Tags:
    investigação, Tribunal de Haia, Human Rights Watch, Mikhail Saakashvili, Ossétia do Sul, Geórgia, Rússia
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