04:37 19 Fevereiro 2018
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    Uma mulher indiana durante celebrações do Dia da República no estado indiano de Tripura, em 26 de janeiro de 2016

    BRICS: 'Não queremos uma revolução'

    © AFP 2018/ ROBERTO SCHMIDT
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    BRICS em 2016 (30)
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    Os países-membros do grupo BRICS tencionam "mudar as regras", disse Nandan Unnikrishnan, vice-presidente da fundação Observer Research, durante um evento no Centro Russo de Ciência e Cultura em Nova Deli, nesta quinta-feira (28).

    Duas semanas antes da passagem da presidência do grupo à Índia (em 15 de fevereiro), a capital indiana sedia uma conferência dedicada às perspectivas dos BRICS.

    Para Unnikrishnan, que representa a Índia no Conselho de Centros Analíticos dos BRICS, o grupo "atingiu um nível de desenvolvimento que permite a todos os países-membros mudar as regras que regem o mundo contemporâneo".

    O especialista lembrou que os BRICS são vistos, primeiro, como um grupo informal de economias emergentes que se esforçam para desenvolver. Mas "o [grupo] BRICS tornou-se algo muito maior do que um centro de investimentos. Se calhar, desde o início não era coisa de investimento", frisou.

    Nisso, ele afirma ser diferente dos críticos, que costumam olhar os BRICS do ângulo financeiro, considerando as perspectivas de investimentos e se esquecendo do resto.

    Aliás, também hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a entrada em vigor do novo sistema de quotas por país.

    A quota dos BRICS atingiu 14,7%, ficando a 0,3% do montante que dá o direito de vetar as decisões dos sócios.

    As regras

    Então, qual é a estratégia para com as regras?

    "Isso manifesta-se de maneiras diferentes. Por exemplo, vários países — o Brasil, a África do Sul, a Índia — tencionam tornar-se membros do Conselho de Segurança da ONU. Nós todos estamos a favor da reforma das regras do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Estamos no processo de criar o Banco dos BRICS", disse Unnikrishnan.

    Contudo, ressaltou: "Nós não pensamos em transformar o mundo por completo. Não queremos uma revolução, senão uma evolução".

    Eventos

    O representante da Índia não deixou de ressaltar que o Conselho de Centros Analíticos dos BRICS irá convocar dois encontros internacionais, além de fóruns acadêmicos e uma reunião de jovens cientistas.

    Além disso, a Índia sediará, durante a sua presidência no grupo, uma conferência digital e um evento dedicado à saúde. Este segundo terá lugar nos dias do ioga.

    Tema:
    BRICS em 2016 (30)
    Tags:
    BRICS, Rússia, Índia
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