15:44 25 Setembro 2017
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    Mosquito Aedes Aegypti
    Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

    Dilma pede união à CELAC para combater Aedes Aegypti

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    Zika Vírus: Alerta global (77)
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    O Ministério da Saúde anunciou que, até 23 de janeiro, já foram registrados mais de quatro mil casos com suspeita de microcefalia no Brasil, relacionados ao zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. O mosquito também é causa de outros problemas de saúde, como dengue e a febre chikungunya.

    Zika vírus, quando contraído por gestantes, resulta em casos de microcefalia, que provoca a malformação do cérebro do bebê durante a gravides. Do total dos 4.180 casos de microcefalia notificados, 270 já foram confirmados, 462 foram descartados e 3.448 registros ainda estão sob investigação.

    A região Nordeste tem 86% das notificações. O estado de Pernambuco continua com o maior número de casos suspeitos — são 1.125.  Também já foram notificados, segundo o Ministério da Saúde, 68 casos de mortes associadas ao zika vírus, por malformação congênita após o parto ou durante a gestação.

    No Equador, onde estava participando da IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), a presidenta Dilma Rousseff disse, em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (27), que propôs aos países membros do bloco uma ação de cooperação no combate ao vírus zika e à microcefalia. Diversos países da região já possuem experiência no combate à dengue. A presidenta defende que a ação mais imediata seja a propagação das melhores ações já realizadas entre os países da CELAC, seguida pela cooperação no campo da pesquisa científica e tecnológica.  “O que eu propus é que nós uníssemos em torno desse combate. Nós sabemos, e vamos todos fazer um esforço. Vamos cooperar também na área de pesquisa científica e tecnológica, mas sabemos que a única forma de cooperar agora é difundirmos entre nós as melhores práticas de combate ao vírus ou as melhores tecnologias de combate ao vírus.”

    Dilma ainda ressaltou que será feita uma reunião do Mercosul, na próxima terça-feira (2) em Montevidéu, Uruguai, para tratar do combate ao vírus. O encontro será aberto à participação dos demais países. A CELAC também vai organizar uma reunião específica de seus ministros da saúde. A Presidenta explicou que a maioria dos países está adotando um modelo de combate ao mosquito similar ao do Brasil, com a utilização das Forças Armadas.

    Dilma Rousseff cobrou a participação da população para combater o mosquito, enquanto não há ainda uma vacina para eliminar a doença. “Entre o momento em que você tiver a vacina e hoje, tem só um jeito da gente combater — é a população ajudar. Todo mundo vai ter de entrar nessa guerra, porque senão você perde ela.”

    No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome anunciou, nesta quarta-feira (27), que o governo vai pagar um auxílio mensal, no valor de um salário mínimo, para ajudar as mães de crianças diagnosticadas com microcefalia no Brasil.

    Os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Casa Civil, Jaques Wagner, também se reuniram no Palácio do Planalto em Brasília, nesta quarta-feira (27), com representantes de empresas que fabricam repelentes no país, pois o governo vai distribuir gratuitamente o produto para gestantes cadastradas no programa social Bolsa Família. O governo federal estima que cerca de 400 mil mulheres grávidas serão beneficiadas com a medida.

    O Ministério da Defesa também anunciou, nesta quarta-feira (27), que uma grande mobilização nacional contra o mosquito Aedes Aegypti será realizada em fevereiro em todo o país, ampliando a participação das Forças Armadas no combate ao Aedes Aegypti.

    Em coletiva à imprensa, o Ministro da Defesa, Aldo Rebelo, informou que a Atuação de militares do Exército, Marinha e das Forças Aéreas Brasileira vai acontecer em 4 fases. Na primeira fase, de 01 a 04 de fevereiro, será realizado um mutirão de limpeza nas 1,2 mil organizações militares do país, com o objetivo de eliminar focos de proliferação do mosquito e chamar a atenção para os cuidados necessários contra o Aedes.

    Na 2ª fase, que começa no dia 13 de fevereiro, 220 mil militares homens e mulheres vão atuar em 356 municípios, incluindo todas as capitais do país. Serão 160 mil militares do Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Força Aérea. A expectativa é visitar cerca de 3 milhões de residências.

    Durante a ação, os militares pretendem distribuir panfletos para a população, com orientações de combate ao mosquito e também com um contato para denúncias de locais com focos de proliferação do Aedes.

    A 3ª fase acontecerá entre 15 a 18 de fevereiro, e vai contar com a ação de 50 mil militares, atuando em conjunto com o Ministério da Saúde, em visitas domiciliares para verificar focos de proliferação do mosquito, e, se necessário, aplicando larvicidas nos criadouros.

    Já na 4ª fase, os militares deverão atuar no esclarecimento e mobilização de estudantes, através de palestras em escolas públicas e particulares.

    De acordo com o Ministério da Defesa, a  atuação das Forças Armadas acontece desde novembro de 2015, com 3 mil militares capacitados para o combate ao mosquito. Inicialmente, eles atuavam apenas nos estados em que a ajuda das Forças Armadas foi solicitada.

    A partir da próxima semana será iniciada a capacitação dos novos militares para atuar na ação.

    Com a chegada do Carnaval, e principalmente dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Ministério da Defesa informou que mais de 70 mil homens e mulheres vão atuar no combate ao mosquito no Rio de Janeiro.

    O Ministro Aldo Rebelo informou que R$ 115 milhões  estão sendo destinados para o apoio ao combate ao Aedes Aegypti.

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    Zika Vírus: Alerta global (77)

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    Tags:
    microcefalia, Aedes Aegypti, zika, Exército Brasileiro, Mercosul, CELAC, Marcelo Castro, Aldo Rebelo, Jaques Wagner, Dilma Rousseff, Brasil
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