15:13 23 Setembro 2017
Ouvir Rádio
    Tropas da OTAN participam dos exercícios militares de 7 semanas em Drawsko Pomorskie, Polônia, 28 de abril de 2015

    'Tropas da OTAN constituem ameaça real à Rússia'

    © AFP 2017/ JANEK SKARZYNSKI
    Mundo
    URL curta
    614531532

    A Rússia tem razões para considerar a OTAN como uma ameaça, de acordo com um deputado polonês do Parlamento Europeu.

    É que Washington que continua posicionando as suas tropas cada vez mais perto da fronteira russa e não vice-versa, disse Janusz Korwin-Mikke.

    Além disso, o deputado criticou as ações do Lei e Justiça, partido político polaco no poder, que está promovendo a presença da aliança no país. Segundo Korwin-Mikke, as atividades do governo polaco lembram as da Polônia antes da Segunda Guerra Mundial, que foram perigosas e levianas.

    Janusz Korwin-Mikke afirmou que, enquanto a UE aspira a assumir uma atitude neutral em relação à Rússia, a liderança polaca continua apoiando de forma teimosa a linha política anti-russa.

    Por isso, a reação de Moscou à expansão da OTAN é justificada, disse Korwin-Mikke ao jornal Polska Times.

    “Do seu ponto de vista, parece isso [uma ameaça]. O Pacto de Varsóvia foi dissolvido e a OTAN absorveu a Alemanha Oriental, depois absorveu a Polônia, a República Tcheca, a Hungria, a Eslováquia, depois seguiram Lituânia, Letónia e Estônia e depois a Romênia e a Bulgária. E agora a OTAN está tentando absorver a Ucrânia”, disse.

    Segundo Korwin-Mikke, é claro que existe uma agressão constante da OTAN em relação à Rússia e é assim que Moscou encara tudo isso.

    Esta ameaça não é o fruto da imaginação russa, existe na realidade, afirmou o político.

    Ele acrescentou que não se trata da sua atitude em relação à Rússia, mas sim de fatos. São as tropas norte-americanas que se aproximam de Moscou e não as tropas russas que se aproximam de Washington, disse Korwin-Mikke.

    Tags:
    expansão, tropas, ameaça, OTAN, EUA, Rússia, Polônia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik