07:34 12 Novembro 2019
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    O chanceler brasileiro, Mauro Vieira (esquerda), fala com o presidente iraniano, Hassan Rohani (direita) com a ajuda de intérprete em Teerã durante visita oficial em 13 de setembro

    Especialista iraniano divulga direções de desenvolvimento do comércio entre Brasil e Irã

    © AP Photo / Presidência do Irã
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    Cientista político iraniano e ex-diretor-geral da proeminente agência de notícias MehrNews, Reza Moghaddasi, apresentou em uma entrevista à Sputnik a sua visão sobre as perspectivas do comércio bilateral entre o Irã e o Brasil:

    “O Brasil é um dos parceiros econômicos mais importantes do Irã na América Latina. Quando as sanções estavam em vigor, as relações comerciais entre os nossos países não viviam o melhor período, mas agora na nova etapa já foi programada uma dinâmica positiva”.  

    Lembramos que segundo as projeções divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, a suspensão do embargo comercial imposto ao Irã pelos Estados Unidos e a União Europeia pode triplicar a balança comercial entre o Irã e o Brasil nos próximos cinco anos.

    Além disso, o especialista explicou em que áreas o comércio entre os dois países tem maior sucesso:

    “Segundo a estatística, o intercâmbio comercial entre os nossos países atinge cerca de 1,6 bilhões de dólares por ano. Este índice ainda é favorável ao Brasil, de onde o Irã importa carne, açúcar, milho e alguns grãos. O Irã, por sua vez, fornece tapetes, produtos de petroquímica e outros; o Irã faz ênfase especial em fortalecimento do comércio com o Brasil na área do setor agrícola e de produtos alimentícios. Além disso, as empresas iranianas da indústria alimentar têm interesse em investimentos na área de produção de bens halal no Brasil”

    Além disso, o especialista tocou a questão do arrendamento de terras por empresas iranianas no Brasil:

    “O nosso ministro da Agricultura levantou a questão da possibilidade de produção de várias culturas agrícolas pelo Irã em plantações no Brasil, na base de acordos de arrendamento duradouro de terras”.

    Todas estas questões foram discutidas durante o encontro privado do presidente do Irã Hassan Rouhani com a sua homóloga brasileira Dilma Rousseff durante a última reunião da Assembleia Geral da ONU, sublinhou Moghaddasi. 

    Segundo explicou o cientista político, o Brasil junto com a Rússia, Índia, China e África do Sul faz parte do grupo dos BRICS, grupo que representa interesse especial para o Irã em termos de cooperação comercial. As áreas que podem tornar-se prioritárias na colaboração com o Brasil são a energia (prospeção e exploração de poços petrolíferos), assim como exportação de turbinas a gás  e gás liquefeito iraniano para o Brasil, bem como a indústria aeronáutica, que pode incluir a produção conjunta de aviões:

    “Recentemente o senhor ministro da Indústria, Minas e Comércio do Irã disse que o país planeja discutir as questões da cooperação com o Brasil na área da indústria aeronáutica e transporte marítimo. O Brasil tem uma experiência muito rica, que o Irã deseja utilizar e, por outro lado, também pretende fixar-se no mercado do Brasil. O Irã, como um dos grandes jogadores regionais, e o Brasil, como um dos países fortes da América Latina, se veem de maneira orgânica como parceiros estratégicos não só na área económico-comercial, mas também podem desenvolver relações em outras direções estrategicamente importantes”.

    Tema:
    Irã fica sem sanções (28)
    Tags:
    indústria, comércio, sanções, cooperação, Dilma Rousseff, Hassan Rouhani, Irã, Brasil
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