18:14 24 Setembro 2021
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    A falta de entendimento de como poderá ser resolvida a crise no Oriente Médio tornou-se óbvia em 18 de janeiro durante a reunião do Conselho de chanceleres dos países-membros da União Europeia, opinou Rene Schwok.

    Schwok, o diretor do Instituto de Pesquisas Globais da Universidade de Genebra, sublinhou, em declarações à Sputnik, que todos os países europeus têm uma posição semelhante: eles não apoiam uma intervenção militar e tentam ajudar as forças moderadas na região. No que diz respeito às questões da Síria e do Iraque, os 28 Estados-membros da UE (e o especialista nota que os Estados Unidos também, já que muitos cooperam com eles) não têm diferenças, eles simplesmente não sabem o que fazer.

    "A única coisa que ficou clara no final da última reunião do Conselho de Ministros [do Exterior], bem como de todas as outras reuniões, é o que eles estão muito irritados. Na questão síria, eles não querem apoiar Assad, não o querem deixar ficar, e de outro lado — não há nenhuma força moderada confiável em que se possam apoiar. As forças de oposição a Assad são o Daesh e outras forças extremistas, tais como a Al-Qaeda. Portanto, eles estão na situação difícil, eles não sabem o que fazer."

    O especialista em Oriente Médio sublinhou que a única coisa que decidiram em 18 de janeiro foi ajudar a Jordânia acomodar mais refugiados, bem como intensificar os laços comerciais com o país.

    "Isso mostra claramente a dificuldade vivida pelos países ocidentais e a União Europeia a respeito da questão síria," disse.

    Schwok destacou que a ajuda que a Europa presta ao Oriente Médio é muito limitada e que o orçamento da UE só prevê alocar cerca de 75 milhões de euros para criação de estruturas sociais.

    Ao mesmo tempo, a ajuda à Ucrânia atinge bilhões de euros, sublinhou o especialista.

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    Tags:
    Oriente Médio, Europa, crise, crise migratória, diplomacia
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