17:28 23 Julho 2019
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    Militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK)

    Turquia executou 600 membros do PKK desde dezembro de 2015

    © AP Photo / Cagdas Erdogan
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    As forças de segurança da Turquia mataram 16 combatentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), nas províncias de Sirnak e Diyarbakir, somando um total de 600 mortes entre os membros do PKK desde dezembro de 2015. A informação foi divulgada pelo Estado-Maior turco nesta terça-feira (19).

    Em dezembro, as autoridades turcas declararam um toque de recolher em várias regiões Sudeste do país, onde confrontos armados entre as forças de Ancara e combatentes do PKK continuam.

    "Quinze membros da organização separatista (PKK) foram mortos em Cizre. Desde o início das operações na cidade, o número foi de  352. Um terrorista foi morto em Sur, e desde o início da operação na região foram 103", afirmou o Estado-Maior turco em um comunicado.

    Anteriormente, o exército turco anunciou que um total de 136 militantes curdos foram mortos na cidade de Silopi e mais de 20 nas cidades de Nusaybin e Dargeçit na Província de Mardin.

    Após mais de dois anos de cessar-fogo, as hostilidades entre as forças militares e policiais turcas e o PKK foram retomadas no verão passado, comprometendo as conversações de paz iniciadas em 2012 para pôr fim a um conflito que desde 1984 já deixou mais de 40 mil mortos.

    As autoridades turcas acreditam que o Partido de União Democrática (PYD) é afiliado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado oficialmente como uma organização terrorista na Turquia, apesar dos curdos sírios estarem envolvidos em batalhas severas com o Daesh (Estado Islâmico). 

    Apesar da Turquia ter aderido à coalizão internacional contra o Daesh liderada pelos EUA, o exército turco realiza sobretudo ataques aéreos contra curdos, enfraquecendo assim a força terrestre que desde muito tempo resiste às ofensivas dos terroristas. Em outubro neste ano a Turquia alvejou as posições curdas quando a milícia YPG (sigla em curdo para Unidades de Proteção Popular), afiliada do PYD, atravessou o rio Eufrates para lutar contra o Daesh.

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