14:37 21 Outubro 2019
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    Grupo nacionalista finlandês Soldados de Odin

    'Soldados de Odin' garantem segurança nas ruas finlandesas

    © REUTERS / Minna Raitavuo/Lehtikuva
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    Um grupo de milícia da extrema direita conhecido como “Soldiers of Odin” (“Soldados de Odin” em português) patrulhava as ruas das cidades finlandesas no âmbito de preocupações alimentadas pela crise de refugiados sem precedentes que sacudiu a Europa, disse o vice-presidente do grupo à Sputnik.

    Um grupo de milícia da extrema direita conhecido como “Soldiers of Odin” (“Soldados de Odin” em português) patrulhava as ruas das cidades finlandesas no âmbito de preocupações alimentadas pela crise de refugiadas sem precedentes que sacudiu a Europa, disse o vice-presidente do grupo à Sputnik.

    A quantidade de grupos anti-imigrantes e anti-islamistas tem crescido rapidamente na Europa enquanto os governos europeus tentam lidar com a onda sem precedentes de buscadores de asilo que são frequentemente acusados de cometer crimes o que aumenta o sentimento de insegurança entre os cidadãos europeus. Entre eles estão os “Soldados de Odin”, que tomaram o nome do principal deus na mitologia nórdica.

    ​Segue a íntegra de entrevista com o vice-chefe do grupo:

    Sputnik: Quando e por quem foi criado o grupo? 

    Vice-chefe: O grupo foi criado em 19 de setembro 2015 na cidade de Kemi por um homem chamado Mika Ranta. 

    S: Vocês cooperam de alguma maneira com a polícia local ou operam de forma autônoma?

    V: Sim, cooperamos – quando eles nos veem nas ruas das cidades onde opera o nosso grupo, eles se aproximam e se comunicam conosco.

    S: Como corre em média um dia típico para vocês?

    V: Temos membros do grupo que trabalham em horas diferentes – e além disso, todos têm um trabalho principal. Por isso no grupo trabalhamos em turno – alguns chegam de manhã, alguns de tarde. E graças a isso é bastante fácil para nós organizarmos patrulhas 24/7 nas ruas. 

    S: Qual é a atitude da população local em relação a vocês?

    V: Eles, na sua maioria, suportam-nos – quase todo dia pessoas chegam à rua para nos agradecer pelo que fazemos. Claro que há o lado oposto – as pessoas que contam histórias sobre nós que metem medo e tentam nos estigmatizar de todas as maneiras. 

    S: Quantos membros estão no grupo neste momento?

    V: É difícil dizer definitivamente porque o grupo começou a se expandir bruscamente para outros países, mas neste momento há cerca de 500 membros na Finlândia.

    Os finlandeses, segundo as recentes sondagens, estão divididos sobre as patrulhas. A revista semanal Suomen Kuvalehti informou que 48% consideram os “Soldados de Odin” como um fenômeno negativo. Porém, 28% cento dos respondentes apoiam a iniciativa.

    Entre as autoridades finlandesas também não há posição unânime sobre o grupo. Assim, o primeiro-ministro finlandês Juha Sipila disse à emissora YLE nesta terça-feira (12) que “patrulhas civis não podem assumir a autoridade da polícia”.

    “Eu acho que esta prática parece muito suspeita”, comentou sobre a atividade dos “Soldados de Odin” o procurador-geral da Finlândia Matti Nissinen nesta quinta-feira (14).

    Porém, o chanceler do país, Timo Soini, disse que as pessoas “têm o direito de aderir” às patrulhas. 

    Em 2015 a Finlândia recebeu 32 mil refugiados, um crescimento significativo após 3,6 mil buscadores de asilo que chegaram em 2014.

    Tags:
    extrema direita, patrulha, nacionalismo, refugiados, Juha Sipilaa, Timo Soini, Finlândia, Europa
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