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    Cinco guerras pelo petróleo que acabaram em desastre

    © AP Photo / Hasan Jamali
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    A guerra global exacerbada por recursos energéticos está em curso já por cerca de 100 anos, sublinha em um artigo a revista norte-americana The National Interest.

    O desejo de tomar controle dos recursos petrolíferos de outros países sempre leva a derramamento de sangue, destruição e desestabilização de situação na região em que acontece. É geralmente sabido.

    Mas há cinco guerras mais catastróficas que foram provocadas ou aquecidas pelo desejo de adquirir recursos energéticos, petróleo em primeiro lugar.

    A The National Interest sugeriu a lista enumerando estas guerras, que apresentamos abaixo.

    Japão – Guerra no Pacífico

    Os primeiros dois lugares na lista são ocupados por conflitos da época da Segunda Guerra Mundial. Um deles é o conflito no Japão, porque em agosto de 1941 os EUA e a Europa introduziram embargo ao fornecimento de petróleo em relação com a política agressiva em relação à China e a ocupação da Indochina francesa.

    Na altura faltava no Japão a produção nacional de petróleo, o país não tinha uma economia industrial, mas tinha marinha poderosa e força aérea grande que precisavam de petróleo.

    Na opinião do autor do artigo, este foi um dos catalizadores para a agressão do Japão no Pacífico, no Extremo Oriente e no Sudeste da Ásia, embora seja claro que havia também razões diferentes que levaram o Japão à participação na Segunda Guerra Mundial.

    Alemanha e batalha por Stalingrad

    Hitler tinha obsessão séria com ideia de possuir de petróleo e foi ele que reclamava dizendo: "os meus generais sabem nada sobre aspetos econômicos de uma guerra."

    O artigo sublinha que ao contrário de Hitler é pouco provável que os seus generais enviariam os tanques sem rodeios para capturar petróleo.

    Mas a tentativa da Alemanha nazista de conquistar a União Soviética e tomar posse dos recursos naturais grandes deste território numa campanha de blitzkrieg falhou e como resultado o exército de Hitler se separou entre duas ideias diferentes. A primeira foi entre o desejo de tomar Stalingrad ou o petróleo de Cáucaso.

    O resultado já é geralmente sabido – nenhuma dos sonhos do ditador nazista se realizou.

    Guerra do Irã e Iraque

    Esta guerra, que foi realizada entre os anos 1980 e 1988, levou ambos os países à desmoralização e ao enfraquecimento.

    O Iraque começou a guerra ao atacar instalações iranianas envolvidas no negócio de petróleo e navios comerciais. O Irã retaliou por atacar tribunais iraquianos e campos e minas marítimas de petróleo, além de colocar minas no Golfo Pérsico.

    Mesmo assim nenhuma dos países venceu mas por razão de que navios norte-americanos sofreram danos de minas, os EUA começaram realizar ações contra o Irã além de começar escoltando tráfego mercante no Golfo Pérsico.

    A invasão do Iraque ao Kuwait

    Este conflito aconteceu em 1991 e uma das razões, de acordo com a publicação, foi a intensão de Bagdá de tomar controle das jazidas petrolíferas do Kuwait. Por estes acontecimentos as relações do Iraque e os EUA deterioraram-se também e os Estados Unidos começaram a operação Tempestade no Deserto que destruiu o exército iraquiano.

    Agressão dos EUA no Iraque

    Tudo que aconteceu depois do conflito acima mencionado tinha também ligações com o petróleo e levou ao atentado notório de 9/11. 

    O artigo argumenta esta opinião pelo fato que é difícil crer que os EUA reagiriam de mesma forma, caso, por exemplo, Nigéria atacou os Camarões.

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    Tags:
    recursos naturais, nazismo, história, guerra, petróleo, Oriente Médio, Alemanha
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