14:53 06 Dezembro 2019
Ouvir Rádio
    Pequim.

    China explica para o mundo a sua política no Oriente Médio

    © AP Photo / Vincent Thian
    Mundo
    URL curta
    4261
    Nos siga no

    O governo chinês publicou o seu primeiro documento sobre a política árabe, que apela a uma maior cooperação política, econômica e de segurança com a região que é o principal fornecedor de petróleo e o sétimo maior parceiro comercial de Pequim.

    O presidente da China, Xi Jinping, cumprimenta o presidente do Zimbabwe e da União Africana, Robert Mugabe, diante do presidente da África do Sul, Jacob Zuma.
    © REUTERS / Siphiwe Sibeko
    O documento, divulgado na véspera da primeira visita do presidente chinês, Xi Jinping, para o Egito, descreve a cooperação em palavras gerais: nem lança as iniciativas políticas detalhadas, nem nomeia os países árabes específicos.

    As relações com o mundo árabe, de acordo com Pequim, devem ser baseadas na iniciativa da Rota da Seda chinesa, em que se usa a fórmula "1 + 2 + 3". A estratégia de desenvolvimento de $ 40 bilhões, iniciada em 2013, destina-se a promover a integração econômica, particularmente na Eurásia, e consiste de dois componentes principais – a Rota da Seda terrestre e a Rota da Seda marítima.

    Na fórmula "1 + 2 + 3" a energia é considerada como o elemento central da cooperação bilateral. O desenvolvimento das infraestruturas, bem como promoção do comércio e dos investimentos, são vistos como as "duas asas" de cooperação, enquanto "3" refere-se às áreas inovadoras, incluindo a energia renovável e nuclear, bem como o espaço.

    Quando às relações energéticas entre a China e o mundo árabe, "a plena verdade é ainda mais impressionante," segundo a revista The Diplomat. A Arábia Saudita é o maior fornecedor de petróleo da China, e o mundo árabe em geral responde por mais de 40 por cento do total das importações de petróleo da China.

    O documento também pede uma cooperação maior de segurança entre a China e o mundo árabe – uma área que tem sido praticamente inexistente nas relações bilaterais. Em particular, Pequim manifestou a sua vontade de participar em operações de contraterrorismo na região.

    "A China está pronta para fortalecer o intercâmbio de combate ao terrorismo e cooperação com os países árabes para estabelecer um mecanismo de cooperação para a segurança a longo prazo, reforçar o diálogo político e o intercâmbio de informações de inteligência, e realizar a cooperação técnica e treinamento de pessoal para abordar conjuntamente a ameaça do terrorismo internacional e regional", segundo o documento chinês.

    Por sua vez, The Diplomat afirma que a contribuição da China para os esforços do contraterrorismo no Oriente Médio será de vários rumos. É provável que se concentrem principalmente na prestação de assistência financeira e "apoio às capacidades" para as forças armadas locais que participam diretamente das campanhas militares para combater o terrorismo na região.

    Mais:

    China Times: aumento de pressão por parte da Rússia e da China preocupa os EUA
    Novo canal de Suez completa a Rota da Seda chinesa
    China pode se juntar à Rússia no combate ao Daesh
    Tags:
    cooperação, Rota da Seda, Oriente Médio, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar