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    Candidatos à presidência norte-americana do Partido Republicano, Donald Trump e Jeb Bush, debates presidenciais, Califórnia, EUA, 16 de setembro de 2015

    Eleições Presidenciais 2016: O que está por vir em diversos países do mundo

    © AFP 2019 / FREDERIC J BROWN
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    2016 é ano de eleições em muitos países. Saiba quem são os principais candidatos e entenda o contexto político de algumas das principais nações que vão às urnas este ano para escolher seus novos líderes.

    16 de janeiro – Taiwan elege seu 14º presidente e o vice-presidente da República da China.

    Desde 2008, o presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, tem procurado tranquilizar Pequim sobre as intenções de seu governo, se envolvendo com a China para normalizar e expandir as relações econômicas entre as duas partes. Segundo as pesquisas de intenção de voto para as eleições do dia 16, parece que Tsai Ing-wen, líder do Partido Democrático Progressista (DPP), da oposição, vai ganhar uma vitória fácil contra Eric Chu, candidato do partido governista Kuomintang (KMT), de Ma Ying-jeou.

    Tsai tem sido bastante vaga sobre suas políticas em relação à China, mas Pequim sempre acreditou que ela e o DPP têm o objetivo final de separar Taiwan do continente e cortar os laços políticos com o regime de Pequim. O KMT, por sua vez, é vago sobre o relacionamento com a China, mas opõe-se à independência de Taiwan.

    24 de janeiro — Portugal escolhe novo presidente

    As eleições marcadas para o dia 24 marcam o fim do mandato do Presidente Aníbal Cavaco Silva, constitucionalmente impossibilitado de se recandidatar, por estar em seu segundo mandato consecutivo. A campanha eleitoral portuguesa decorrerá entre os dias 10 e 22 de janeiro de 2016.

    São nove os candidatos oficiais: Paulo Morais (independente), Edgar Silva (Partido Comunista Português), Henrique Neto (independente, ex-socialista), Marisa Matias (Bloco de Esquerda), Maria de Belém (Partido Socialista), António Sampaio da Nóvoa (independente, ex-reitor da Universidade de Lisboa, área do Partido Socialista), Jorge Sequeira (psicólogo, investigador e professor universitário), Cândido Ferreira (médico, independente, área do Partido Socialista) e o favorito no momento, Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado pelo Partido Social Democrata e Partido do Centro Democrático Social).

    18 de fevereiro – Eleições gerais em Uganda

    Em 2011, mais de 5 milhões de eleitores registrados não foram às urnas nas eleições presidenciais. Em 1996 e 2001, quando o presidente Yoweri Museveni ainda era popular, o comparecimento às urnas foi de 72,6% e 70,3%, respectivamente. Em 2011, caiu para 59,3%. Em 2016, prevê-se que o número de eleitores seja ainda mais baixo, de acordo com alguns analistas.

    Um quinto mandato de Museveni (cada um com 5 anos) é visto como quase inevitável. Ele vai enfrentar seu aliado de longa data Amama Mbabazi, um advogado a quem ele demitiu de seu posto como primeiro-ministro depois que Mbabazi declarou que iria se posicionar contra ele nas próximas eleições, ao lado de Kizza Besigye, principal figura da oposição no país.

    21 de fevereiro – Eleições no Níger

    O Níger vai realizar eleições presidenciais em fevereiro, e o atual presidente Mahamadou Issoufou, aliado do Ocidente na luta contra os grupos radicais islâmicos, é o favorito para ganhar um novo mandato de cinco anos. Partidos da oposição têm criticado os preparativos para as eleições, alegando que milhares de pessoas foram excluídas de um censo nacional e denunciando atrasos no processo de registro dos eleitores.

    Em novembro, cerca de 25 mil pessoas foram às ruas na capital do país para protestar contra o governo. Em dezembro, Issoufou disse ter evitado uma tentativa de golpe de Estado, justificando uma onda de prisões de militares no país.

    10 de abril – Peru realiza eleições gerais

    Em novembro de 2015, o presidente do Peru, Ollanta Humala, convocou eleições gerais para o dia 10 de abril de 2016 a fim de "garantir e dar continuidade ao regime democrático, que caracteriza a tradição política do Peru no século XXI".

    Keiko Fujimori, líder do partido Força Popular e filha do ex-presidente condenado a 25 anos de prisão Alberto Fujimori, lidera as intenções de voto com 35%, segundo a última pesquisa da empresa Datum. O ex-ministro Pedro Pablo Kuczynski aparece na segunda posição, com 14%. O grande número de indecisos, porém, indica grandes probabilidades de que o pleito vá para o segundo turno, previsto para junho.

    9 de maio – Eleições gerais nas Filipinas

    Navio de guerra filipino Sierra Madre que funciona como posto avançado do país para sua reivindicação a banco de areia no Mar do Sul da China reclamado por outras nações.
    © REUTERS / REUTERS/Ritchie A. Tongo/Pool/Files
    O presidente em exercício Benigno Aquino III não pode buscar a reeleição, nos termos da Constituição Filipina de 1987. Portanto, esta eleição vai determinar o 16º presidente das Filipinas. O cargo de presidente e vice-presidente são eleitos separadamente, e os candidatos vencedores podem ser provenientes de diferentes partidos políticos.

    Grace Poe, senadora de 47 anos, é uma das favoritas para a Presidência, mas sua candidatura independente tem sido questionada porque ela ganhou a cidadania norte-americana quando se mudou para os EUA para viver com seu marido. 

    8 de novembro – O mundo de olho nos EUA

    A 58ª eleição presidencial dos EUA, que elegerá o próximo presidente e vice-presidente do país, é uma das mais esperadas do ano. Em fevereiro, eleitores dos partidos Democrata e Republicano começam a votar em cada Estado para decidir quais pré-candidatos devem representar as siglas na eleição de novembro. As primárias se encerram em junho, quando os dois candidatos escolhidos passam a concorrer entre si.

    A ex-senadora Hillary Clinton é uma das favoritas da ala democrata, enquanto o empresário Donald Trump se destaca nas prévias dos republicanos, com posições e declarações controversas a respeito da comunidade latina e muçulmana dos EUA, assim como o neurocirurgião Ben Carson, que ultrapassou o magnata nas últimas pesquisas de intenção de voto para o partido Republicano. Outro nome de relativo destaque nas eleições norte-americanas é o do senador Bernie Sanders, que se autodescreve como um “socialista democrático”.

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