01:59 27 Fevereiro 2021
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    O historiador e jornalista norte-americano, Eric Zuesse, afirmou em seu blog que o presidente dos EUA, Barack Obama, persegue dois objetivos: “Ele está tentando ‘derrotar’ o presidente russo, Vladimir Putin, e joga suas fichas na eleição presidencial na Síria”.

    Segundo o analista, Barack Obama finalmente reconheceu que o futuro da Síria só poderia ser determinado por meio de eleições livres e justas supervisionadas internacionalmente, uma posição que a Rússia defende há anos. No entanto, Zuesse insiste que o compromisso de Obama é puramente verbal.

    De acordo com o historiador, Obama não pode admitir isso publicamente, mas estaria tentando fazer o que puder para “encontrar alguma maneira de derrotar Putin na Síria bloqueando a eleição que Putin tem pressionado para acontecer”.

    Zuesse chegou ao ponto de dizer que Obama não está apenas interessado em neutralizar a Rússia. As políticas do presidente dos EUA são consistentes com “o esforço da aristocracia norte-americana de décadas e com a intenção de controlar a Rússia”.

    Segundo o especialista, as eleições democráticas na Síria provavelmente complicarão as coisas para Obama se o presidente sírio, Bashar Assad, tiver permissão para realiza-las.

    “Qualquer eleição livre e justa monitorada internacionalmente na Síria quase certamente irá escolher Bashar Assad para liderar o país por uma margem enorme. A maioria dos sírios, até mesmo muitos sunitas sírios, prefere um líder não-sectário, e não o tipo que os EUA e a aristocracia saudita quer impor lá para derrotar a Rússia”, explicou Zuesse.

    O especialista defende que Washington entende que este é o cenário mais provável. Por isso a liderança norte-americana seria tão inflexível com a condição de que Assad deixe o cargo para o início do processo de paz.

    Os comentários de Zuesse aconteceram depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução abrindo caminho para um processo de paz sustentável na Síria. O documento esboça um quadro e um cronograma para um cessar-fogo, que, uma vez alcançado, deverá supervisionado pelas Nações Unidas. O historiador norte-americano sublinhou que o acordo reflete as propostas da Rússia para a Síria.

    Mais:

    Ministro: Ações dos EUA violam soberania da Síria
    Thierry Mariani: França se aproximou da posição russa sobre a Síria
    New York Post: EUA se rendem a Vladimir Putin na questão síria
    Tags:
    aristocracia, condição, processo de paz, democracia, saída, eleições, Nações Unidas, Conselho de Segurança da ONU, ONU, Bashar Assad, Barack Obama, Vladimir Putin, Síria, EUA, Washington, Rússia
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