18:43 03 Abril 2020
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    A ofensiva aérea internacional na Síria requer o apoio de forças terrestres para alcançar o sucesso final na luta contra o Daesh, segundo argumenta o jornal alemão DWN, notando que tanto Moscou quanto Washington consideram muito arriscado enviar as suas tropas, mas que os EUA tentam encontrar substitutos que aceitariam enviar soldados à região.

    O primeiro passo nessa direção foi a "pequena invasão do Iraque" por parte da Turquia, escreveu o jornal. No entanto, a mobilização das forças armadas turcas no norte do país árabe foi recebida com protestos violentos no governo de Bagdá, que está longe de assentir de bom grado com a presença de soldados turcos ou norte-americanos em seu solo.

    O segundo passo, ainda segundo o DWN, foi o apelo feito pelo secretário de Defesa norte-americano Ashton Carter à Alemanha, onde ele instou as autoridades do país a reforçar o contingente militar alemão na coalizão liderada pelos EUA contra o Daesh (autodenominado Estado Islâmico). No entanto, a chanceler Angela Merkel respondeu às exigências dos EUA com moderação. Segundo ela, a Alemanha já está contribuindo para a solução do problema e agora não é hora de levantar novas questões a este respeito.

    Em 4 de dezembro, o parlamento alemão aprovou o envio de tropas da Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha) à Síria para combater o grupo terrorista banido em vários países do mundo, incluindo a Rússia e os EUA. A missão deve envolver até 1.200 tropas alemãs e está prevista para durar até 31 de dezembro de 2016.

    Pedidos similares também foram feitos a outros parceiros dos EUA, mas nenhum deles teria ainda dado uma resposta positiva, segundo o jornal alemão.

    Enquanto isso, porém, as forças armadas russas e sírias continuam alcançando vitórias significativas em sua campanha coordenada contra os terroristas do Daesh na Síria. No sul da província de Aleppo, o exército sírio não para de recuperar assentamentos que haviam caído sob o controle dos grupos terroristas.

    O presidente russo, Vladimir Putin, até agora descartou o envio de tropas terrestres russas à Síria, considerando que um maior envolvimento no conflito colocaria suas forças armadas em um risco demasiado grande dada as atuais conjunturas.

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    Tags:
    conflito sírio, forças armadas, invasão, terrorismo, campanha militar, ataques aéreos, coalizão, exército, tropas, soldados, operação terrestre, guerra, Bundeswehr, ISIL, ISIS, Estado Islâmico, Daesh, DWN, Vladimir Putin, Ashton Carter, Angela Merkel, Iraque, Turquia, Alemanha, Rússia, Síria, EUA
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