18:05 20 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    50601
    Nos siga no

    O conceito de ataque global elaborado nos EUA, com qual se pretende rapidamente destruir o arsenal nuclear do adversário, não pode ser realizado na prática, disse à RIA Novosti o desenvolvedor de mísseis estratégicos russos do Instituto de Termotécnica de Moscou, Yuri Solomonov.

    O Sistema de Ataque Global Imediato (Prompt Global Strike, em inglês) dos EUA prevê o desenvolvimento de um portador hipersónico, cujo protótipo já está sendo testado. Ele será capaz de efetuar um ataque de alta precisão não nuclear a partir do território norte-americano contra alvos em todo o mundo no espaço de cerca de uma hora. Esta sistema é especialmente perigosa por permitir efetuar um ataque não nuclear que neutralizará as forças estratégicas nucleares. 

    “A filosofia americana de ataque global é uma besteira patente porque é um tempo muito grande – produzir um dano irreparável em apenas uma hora. Ora, os sistemas existentes detetam objetos voadores depois de 5-10 minutos de voo. Isto já é uma guerra, não é possível usar estes sistemas”, disse o construtor que chefiou a produção de mísseis como os Bulava, Topol, Yars e outros.

    Mesmo assim, segundo ele, o conceito está muito popularizado e os EUA gastam muito dinheiro nele.

    O Sistema de Ataque Global Imediato não é o primeiro conceito militar não implementável que foi criado nos Estados Unidos, notou o cientista.

    “Os americanos não conseguiram fazer nada na sua Iniciativa Estratégica de Defesa (SDI, na sigla em inglês) afinal, a trapaça foi revelada em 1989 pelo Congresso dos EUA e aqueles do Ministério da Defesa que mentiram abertamente foram presos. E a URSS reagia, levando isto a sério, e gastava meios imensos para fazer frente a estas histórias”, acrescentou.

    Mais:

    EUA adotam na Síria estratégia parecida com a usada no Vietnã
    Tags:
    Defesa antimíssil (DAM), mísseis, mísseis balísticos, EUA, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar