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    França e Rússia: nova etapa na luta contra o terrorismo (14)
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    O presidente da França, François Hollande, disse nesta quarta-feira (18) que uma "ampla coalizão" com a participação da Federação da Rússia e dos Estados Unidos poderá assestar o golpe decisivo contra o Estado Islâmico.

    Este anúncio vem um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ordenar a elaboração de um plano de ações conjuntas no mar e no ar com a Marinha francesa, depois de encarregar o cruzador Moskvá de estabelecer contato com o grupo naval francês no Mediterrâneo. Este foi o sinal para o início da cooperação entre a Rússia e a França no combate ao Estado Islâmico, grupo terrorista proibido nesses países.

    Porta-aviões Charles de Gaulle, da Marinha francesa (foto de arquivo)
    © Sputnik / Aleksander Vilf
    Porta-aviões Charles de Gaulle, da Marinha francesa (foto de arquivo)

    O Estado Islâmico, com sedes no Iraque e na Síria, assumiu a responsabilidade pelo múltiplo atentado que se deu em Paris na sexta-feira, dia 13, matando mais de 130 pessoas.

    A Rússia enviou a sua Força Aeroespacial à Síria em 30 de setembro, satisfazendo o pedido correspondente do governo de Bashar Assad. A aviação russa realizou quase 2 mil missões de combate, destruindo mais de 2,7 mil alvos dos terroristas, de acordo com o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.

    Sondagem

    A notícia de ontem se espalhou pela mídia francesa. O jornal Le Figaro até criou uma sondagem perguntando "Você é a favor de que a coalizão contra o Estado Islâmico inclua a Rússia?". Até o momento, 92% dos mais de 70 mil respondentes votaram positivamente.

    92 % dos leitores que votaram em sondagem do Le Figaro querem coalizão com Rússia
    © Foto / screenshot: Le Figaro
    92 % dos leitores que votaram em sondagem do Le Figaro querem coalizão com Rússia

    EUA

    Os EUA lideram a coalizão internacional que está realizando uma campanha contra o Estado Islâmico na Síria desde há um ano, com resultados pouco visíveis.

    A parte estadunidense não quer encarar o governo sírio atual como um aliado legítimo, alegando a necessidade da saída imediata do presidente Assad. Porém, muitos representantes da oposição, que, inclusive, foram treinados por militares estadunidenses, acabaram sumindo.

    Ontem, o Pentágono disse não descartar a possibilidade de cooperar com a Rússia na Síria — "se for necessário", de acordo com as palavras da representante oficial da pasta, Michelle Baldanza. Mais tarde, o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, declarou que "não há cooperação" e que os parceiros norte-americanos até "se recusam a cooperar".

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    Tags:
    Estado Islâmico, Vladimir Putin, François Hollande, Síria, França, Rússia
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