17:50 24 Junho 2018
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    Membros da oposição síria assistem conferência em Moscou, antes da nova rodada de negociações em Viena

    Delegação russa se encontra com membros da oposição síria em Viena

    © REUTERS / Sergei Karpukhin
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    O vice-chanceler russo Mikhail Bogdanov disse que os diplomatas russos mantiveram contatos com a oposição síria em Viena.

    Uma delegação de diplomatas russos se reuniu com membros da oposição síria durante as negociações sobre a resolução da crise síria em Viena, Áustria, segundo disse o vice-chanceler russo Mikhail Bogdanov neste domingo (15).

    "Tivemos contatos [com a oposição síria] em Viena também. Eram vários grupos rebeldes em Viena", disse o vice-chanceler em entrevista coletiva.

    No sábado (14), uma nova rodada de conversações internacionais sobre a reconciliação síria, envolvendo a Rússia, os Estados Unidos, o Irã e o enviado especial da ONU para a Síria, entre outros, foi realizada na capital austríaca.

    Uma discussão liderada pela Jordânia sobre quem deveria ser colocado na lista unificada de organizações terroristas acontecerá dentro das próximas semanas, de acordo com Bogdanov.

    "Nós concordamos que os jordanianos organizarão uma ampla troca dentro das próximas duas ou três semanas para debater quem é terrorista e quem não é", disse ele, acrescentando que Amã deverá contar com a análise de diversos especialistas em antiterrorismo dos países envolvidos no esforço, incluindo especialistas russos.

    Perguntado se a lista negra final será submetida a votação no Conselho de Segurança da ONU, o diplomata respondeu que "isso é o que nós [os russos] estamos oferecendo".

    "Seis ou sete", respondeu o vice-chanceler quando perguntado sobre quantas organizações terroristas a Rússia sugere que sejam incluídas na lista.

    "Existem muitas organizações que prometeram lealdade à Al-Qaeda ou ao Estado Islâmico, que atacaram nossa embaixada, o centro de Latakia", especificou Bogdanov, afirmando que o Jaysh al-Islam estava entre os grupos sugeridos.

    Rússia, Turquia e Estados Unidos discordam sobre a inclusão dos grupos militantes curdos na lista negra unificada de organizações terroristas, que será compilada com base em um esboço elaborado pelas Nações Unidas, de acordo com o diplomata russo.

    A Turquia insiste que os grupos militantes curdos sejam banidos, enquanto os Estados Unidos e a Rússia consideram que eles são uma força essencial na luta contra os extremistas na Síria.

    "Eles [Ankara] consideram o Partido da União Democrática [PYD] um grupo terrorista. Achamos que eles são uma organização legal", disse Bogdanov.

    "Há diferenças não só entre nós e os turcos, mas também entre turcos e americanos. Eles têm divergências até mesmo dentro da OTAN", acrescentou.

    O vice-chanceler russo também ressaltou que Moscou está pronta para criar um centro de coordenação antiterrorista com o Egito, semelhante aos centros de Bagdá e Amã, mas disse que ainda não houve nenhum acordo neste assunto.

    "Nós oferecemos isso para o Egito, estamos prontos", disse ele.

    Ainda de acordo com Bogdanov, Moscou acredita que a luta contra o terrorismo deve envolver todo mundo — "A Arábia Saudita, o Irã, os xiitas, os sunitas".

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    Tags:
    curdos, conflito sírio, negociações, oposição síria, organizações terroristas, Partido da União Democrática (PYD), Al-Qaeda, Estado Islâmico, ONU, Mikhail Bogdanov, Áustria, Irã, Jordânia, EUA, Viena, Síria, Rússia
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