06:37 13 Junho 2021
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    O secretário de Estado norte-americano John Kerry declarou que a corrida aos ricos recursos do Ártico já começou.

    A declaração foi feita durante o seu discurso aos estudantes da universidade Old Dominion, na cidade de Norfolk.

    A questão lógica é se os Estados Unidos pretendem entrar na corrida e neste contexto a frase de Kerry parece interessante:

    “As metas econômicas levam à realização de interesses militares porque os Estados tentam proteger os seus direitos”.

    Mais cedo Washington tinha uma postura mais diplomática, em agosto de 2015 o presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que o seu país está pronto para cooperar com todos os países em tudo que tem a ver com as capacidades únicas da Ártico.

    Mas em um período de tempo curto a retórica mudou dramaticamente e Washington não só emita declarações, mas também age muito rigidamente. Mesmo antes da declaração de Obama que os EUA tomaram parte nos exercícios militares de grande escala no Ártico, juntamente com outros países-membros da OTAN.

    Tendo em conta que, de acordo com especialistas, o Ártico possui grandes reservas de minerais, é bem possível que o interesse por esta região do mundo só continue crescendo. É pouco provável que os EUA perderão a chance de obter uma parcela significativa desses recursos.

    O Ártico é composto por solo, águas territoriais e internacionais. Todo o território e águas do Ártico pertencem a cinco países – Rússia, Canadá, Noruega, Dinamarca (pelo seu território autônomo da Groenlândia) e aos EUA (pelo Alasca).

    Segundo as últimas estimativas, o Ártico possui cerca de 30% de reservas mundiais de gás natural não extraído e 15% de petróleo, estando a maior parte dos quais no fundo do mar.

    Tags:
    recursos naturais, John Kerry, Barack Obama, Rússia, Ártico
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