Queda do A321 é um crime contra a humanidade

© REUTERS / Umit BektasPrimeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu
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O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu destacou que a queda do A321 mostra que a crise num país não se resolve por si própria e é difícil contê-la em outros países, sendo por isso necessário agir em conjunto.

“Com certeza, é um grande crime contra a humanidade. Não é só um ataque contra um avião russo mas um ataque contra todos nós”, declarou Davutoglu em entrevista ao canal norte-americano CNN respondendo às perguntas dos jornalistas sobre a possibilidade de considerar a queda do avião um ponto de viragem para o Estado Islâmico.

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Londres: Egito e Rússia podem investigar queda do A321 sem outros países
Alguns dias atrás, o governo britânico declarou que o acidente pode ter sido provocado por uma bomba. Um pouco mais tarde, as autoridades do país disseram que é bastante possível que, por atrás do atentado, tenha estado o Estado Islâmico. A mídia britânica informou que a inteligência britânica e norte-americana interceptaram comunicações entre os jihadistas do Estado Islâmico que indica que o avião podia ter sido derrubado pelos terroristas.

Também Davutoglu sublinhou que a comunidade internacional deve agir em conjunto para evitar que a crise num país espalhe para os outros.

Hoje (19), o ministro dos Transportes russo Maksim Sokolov afirmou que não é possível ter a certeza absoluta que houve um atentado a bordo do A321.

A Rússia suspendeu há dias as comunicações aéreas com o Egito. Os turistas russos que retornam para a Rússia podem trazer consigo somente bagagem de mão. A restante bagagem é enviada para a Rússia separadamente em aviões do Ministério de Situações de Emergência russo, Ministério da Defesa e empresa russa Volga-Dnepr. 

Segundo os dados oficiais, na terça-feira (10), foram enviadas à Rússia mais de 80 toneladas de bagagem dos turistas. Desde o anúncio da suspensão das comunicações aéreas entre os dois países, já foram transportados mais de 35 mil turistas russos para Moscou.

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Investigadores: bomba no A321 é a versão mais provável da catástrofe
Em 31 de outubro, sábado, um Airbus A321, pertencente à empresa russa Kogalymavia, saiu do aeroporto da cidade balneária de Sharm el-Sheikh, no Egito, rumo ao aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo (Rússia). Quando sobrevoava a península do Sinai, desapareceu dos radares e cessou de responder aos gerentes de voo. Em breve, se confirmou a queda do avião em um lugar da península. A aeronave ficou despedaçada no chão.

Todos os 217 passageiros e 7 membros da tripulação morreram.

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