17:41 25 Setembro 2017
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    Kobane após ataques aéreos realizados pela aviação americana

    Aliados árabes não querem apoiar ‘jogo’ de Washington na Síria

    © AP Photo/ Vadim Ghirda
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    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)
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    As nações árabes que inicialmente participaram dos ataques aéreos contra o Estado Islâmico liderados pelos EUA agora começaram a ter preocupações sobre os esquemas de Washington no Oriente Médio e desviaram os seus esforços para lidar com as ameaças que eles consideram sérias, disse à Sputnik especialista militar Vladimir Prohvatilov.

    “Muitos sabem perfeitamente que os EUA não têm realmente interesse em derrubar o Estado Islâmico. O objetivo real de Washington é criar uma zona de caos controlado no Oriente Médio para resolver os seus assuntos geopolíticos e geoeconômicos. A tarefa dos EUA é provocar um conflito sangrento e arrastar outros para ele”, opina o analista.  

    Os planos de Washington para o Oriente Médio, segundo Prohvatilov, motivaram o novo recém-eleito primeiro-ministro do Canadá de abandonar a campanha anti-EI dos Estados Unidos. Parece que Justin Trudeau não vê a participação do seu país na coalizão liderada pelos EUA como benéfica para o Canadá.     

    Esta postura não domina só em Ottawa, frisa o especialista. Muitos países árabes que nominalmente tomam parte da operação aérea estadunidense partilham este ponto de vista. 

    “As pessoas [na Arábia Saudita, Jordânia e Qatar] acostumaram-se com altos padrões de vida e não querem participar de uma guerra. O exército saudita é essencialmente completado por mercenários paquistaneses. Os cidadãos sauditas não têm vontade de combater”, disse. 

    Os aliados árabes de Washington mudaram a sua atenção para o Iêmen e veem a luta contra os houthis como prioridade. 

    “Riad vê os houthis como ameaça desde que eles foram capazes de mobilizar até 200 mil combatentes experientes. O mesmo é justo para a Jordânia e o Qatar. Eles consideram o Iêmen como uma ameaça real enquanto o Estado islâmico é um jogo sutil criado pelos EUA”, manifestou Prohvatilov. 

    A postura dos EUA em relação aos esforços de Moscou contra o terrorismo na Síria também faz parte deste jogo. 

    “Os estadunidenses querem que os russos cessem a campanha (para que Washington possa acusar Moscou de derrota militar ou covardia) ou que a expandam para que a Rússia sinta todos os custos de um engajamento militar maior”, acrescentou.

    O grupo terrorista Estado Islâmico, anteriormente designado por Estado Islâmico do Iraque e do Levante, foi criado e, inicialmente, operava principalmente na Síria, onde seus militantes lutaram contra as forças do governo. Posteriormente, aproveitando o descontentamento dos sunitas iraquianos com as políticas de Bagdá, o Estado Islâmico lançou um ataque maciço em províncias do norte e noroeste do Iraque e ocupou um vasto território. No final de junho de 2014, o grupo anunciou a criação de um "califado islâmico" nos territórios sob seu controle no Iraque e na Síria.

    Tema:
    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)
    Tags:
    Força Aérea, coalizão internacional, bombardeios, Estado Islâmico, Rússia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita, Canadá, EUA
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