20:20 21 Fevereiro 2018
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    China realiza exercícios militares no Mar da China Meridional

    Pequim critica postura dos EUA por aumentar tensão no mar do Sul da China

    © AP Photo/ Pu Haiyang
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    David Júnior
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    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, reafirmou na quinta-feira (5) que Pequim é contra a militarização do mar do Sul da China e pediu aos EUA mais integridade e transparência em seus atos.

    “A China é contra qualquer movimento que empurre o mar do Sul da China para a militarização ou contra desafios e ameaças à soberania e à segurança de outras nações em nome da liberdade de navegação”, disse Hua Chunying.

    Ilhas Spratly no mar da China Meridional
    © AFP 2018/ POOL / RITCHIE B. TONGO
    O assessor da chancelaria chinesa destacou que Pequim respeita e protege a liberdade de navegação e voo de todos os países, em conformidade com o direito internacional. As declarações mostram que a reunião entre dos ministros da Defesa do Sudeste Asiático, que contou com a presença do chinês, Chang Wanquan, e do norte-americano, Ashton Carter, em Kuala Lumpur, não obteve qualquer avanço quanto à tensão entre os dois países no mar do Sul da China.

    No dia 26 de outubro, o destróier norte-americano USS Lassen invadiu águas territoriais chinesas se aproximando das ilhas Spratly. Mesmo alertada, a embarcação seguiu viagem gerando grande tensão entre os EUA e a China, que reivindica sua soberania sobre a região, rica em pesca e minerais e uma importante rota comercial.

    O Ministério das Relações Exteriores chinês reagiu dizendo que o fato era uma provocação e aconselhou os EUA a pensar duas vezes antes de suas ações. A chancelaria afirmou, ainda, que “a embarcação ameaçou interesses de soberania e segurança, colocaram pessoas e estabelecimentos em risco e danificaram a paz e a estabilidade local”.

    Para colocar ainda mais lenha na fogueira, Ashton Carter, visitou, junto com seu homólogo da Malásia, Hishammuddin Hussein, o porta-aviões norte-americano USS Theodore Roosevelt, que está navegando pelo mar do Sul da China. Pequim havia alertado que mais uma provocação poderia gerar uma guerra.

    As ações dos EUA na região podem estar fechando portas. É o que pensa o pesquisador de estudos norte-americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Fan Jishe. Ele disse ao jornal China Daily que o movimento de Carter enviaria um sinal errado para Pequim e também para os aliados de Washington, complicando a situação e deixando menos espaço para uma saída diplomática para o problema.

    Tags:
    navegação, aumento, provocação, alerta, estabilidade, tensão, invasão, paz, ameaça, guerra, segurança, USS Theodore Roosevelt, USS Lassen, Hishammuddin Hussein, Chang Wanquan, Ashton Carter, Ilhas Spratly, Mar da China Meridional, Kuala Lumpur, Malásia, Pequim, China, EUA, Washington
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