10:22 12 Dezembro 2019
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    Crianças sírias refugiadas na Hungria.

    ONU: Nasce uma criança apátrida a cada 10 minutos

    © AP Photo / Muhammed Muheisen
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    O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) divulgou nesta terça-feira (3) um relatório sobre um problema que se agravou no último ano. Segundo a agência da ONU, com a crise no Oriente Médio e na África, nascem atualmente uma criança apátrida em todo mundo a cada 10 minutos.

    Imigrantes seguem caminho após cruzar a fronteira da Áustria e da Alemanha - 15 de outubro de 2015
    © AP Photo / Matthias Schrader
    O documento contabiliza 10 milhões de pessoas no planeta sem nacionalidade. O fato, especialmente nas crianças, segundo a ACNUR, provoca sentimentos de discriminação e desesperança que podem se prolongar por toda a vida.

    Segundo o alto comissário das Nações Unidas, António Guterres, não ter pátria é uma condenação a uma vida de discriminação. A ACNUR destaca os depoimentos das 250 crianças que estão no relatório da agência.

    Os menores apátridas se descrevem como invisíveis, sem valor, cães de rua, extraterrestres, entre outros adjetivos, e dizem que constantemente são condenados a viverem sem valor. Por vezes, eles não têm acesso a direitos básicos de qualquer cidadão, como o de estudar.

    A ACNUR defende que o problema é de fácil solução, bastando as crianças poderem ter a nacionalidade dos países onde nascem, caso não obtenha a de seus pais. A agência ainda pede que todas as nações permitam que todas as mulheres possam registrar seus filhos com a mesma pátria da genitora.

    Tags:
    problema, refugiados, nascimento, discriminação, nacionalidade, apátridas, Nações Unidas, ONU, ACNUR, António Guterres, África, Oriente Médio
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