05:24 17 Setembro 2019
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    Presidente russo Vladimir Putin encontra-se com o líder da Síria Bashar Assad em 30 de outubro 2015, em Moscou

    Mídia: Rússia se posiciona bem para levar a paz à Síria

    © Sputnik / Aleksei Druzhinin
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    A Rússia está bem posicionada para levar a paz para a Síria e usar essa conquista para estreitar os laços com todos os principais interessados no Oriente Médio em um momento em que a administração de Barack Obama (presidente dos EUA) é “fraca e passiva" na região, publicou o Asian Times.

    “Há um sentimento crescente em Moscou, e entre diplomatas e políticos em alguns países do Oriente Médio e do Ocidente, que a Rússia tem uma chance melhor do que os outros para combinar sua influência com Bashar Assad (presidente sírio) com sua força militar em céus da Síria para mediar um acordo que termine o conflito sírio ", observou o jornal.

    O Asian Tempos acredita que o sucesso no país árabe será apenas o primeiro ato de uma estratégia mais ampla que abrange toda a região e que envolve também a “formação de alianças com todos os jogadores-chave na arena regional”.

    A Rússia já tem melhorado significativamente as relações com países bastante diferentes, como Israel, Iraque, Egito e Irã, como evidenciado por visitas de alto perfil recentes, acordos de cooperação frescos e maior assistência militar, segundo afirmou o jornal, que tomou Bagdá como exemplo.

    “O governo iraquiano aparentemente acredita que não tem recebido assistência adequada dos EUA e da União Europeia para afastar o Estado islâmico do país. Bagdá virou-se para Moscou e agora está recebendo ajuda russa sob um acordo inteligência e cooperação de segurança”, destacou o jornal.

    Nem todos os poderes regionais, porém, adverte o Asian Times, congratulam-se de braços abertos com a operação da Rússia na Síria. “A Turquia e a Arábia Saudita estão furiosas com o sr. Vladimir Putin (presidente da russo), em grande parte porque a intervenção de Moscou agora complica os objetivos estratégicos desses países na região.”

    Apesar de Ancara e Riad apoiar grupos rebeldes que lutam para derrubar o governo legítimo de Damasco, ambos os países querem discutir o conflito sírio e possíveis formas de resolvê-lo com Moscou, e não antagonizá-lo. O Rei Salman (da Arábia Saudita), segundo relatos da mídia, planeja uma viagem à Rússia para discutir esta e outras questões com Putin.

    A Rússia lançou uma campanha multinacional para combater os grupos extremistas na Síria na sequência de um pedido formal de Damasco. A operação aérea tem sido bem sucedida, matando centenas de membros do Estado Islâmico e de outros militantes, bem como destruindo centros de comando, equipamentos e abrigos subterrâneos.

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