01:08 19 Setembro 2020
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    O deputado francês Thierry Mariani disse à Sputnik que foi convidado a deixar a vice-presidência do Partido Popular Europeu, no Conselho da Europa (PPE-CD), porque viajou para a Crimeia e porque suas declarações à imprensa “levantaram preocupações entre os membros do grupo”.

     “Acabei de ver que, sob a pressão dos membros ucranianos do parlamento, eu fui empurrado para fora do grupo do PPE-CD. Isso é uma boa notícia, porque agora estou livre”, disse o deputado.

    Mariani, um membro da Comissão de Assuntos Externos da Assembleia Nacional, defende o diálogo entre a Europa e a Rússia sobre a Crimeia, salientando que a negociação é essencial. Ele afirmou que recebeu recentemente uma carta em que a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) lhe pede para se demitir.

    Em julho, um grupo de 10 legisladores franceses, liderados por Mariani, fez uma visita de quatro dias à Crimeia. O chefe da delegação ucraniana na APCE, Volodymyr Ariev, pediu ao órgão, em setembro, para avaliar as funções dos legisladores que visitaram as regiões da Crimeia ou de Donbass.

    No início de outubro, o deputado pela Alemanha Andrej Hunko disse que decidiu não acompanhar as eleições locais na Ucrânia depois de uma troca de e-mails entre Ariev e a secretaria da APCE sobre a visita. O ucraniano teria indicado na mensagem que o alemão poderia ser atacado por “forças pró-Rússia na Ucrânia” e desacreditar Kiev depois.

    A Crimeia votou a favor da secessão da Ucrânia e por sua reunificação à Federação Russa em um referendo em março de 2014. Mais de 96% dos eleitores apoiaram o movimento. A medida provocou a atenção internacional, com Kiev e um número de estados ocidentais rotulando o processo como uma anexação. Moscou alega que a votação foi realizada em conformidade com o direito internacional.

    Tags:
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