04:17 23 Setembro 2020
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    Rússia combate Estado Islâmico na Síria (291)
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    Com o recente acordo russo-jordaniano de compartilhamento de informações sobre as operações de contraterrorismo na Síria, o reino que tradicionalmente era um aliado dos EUA no Oriente Médio parece estar revendo suas alianças, afirma o escritor e radialista Stephen Lendman, em artigo para o Global Research.

    "Nos termos de um acordo entre Sua Majestade o Rei Abdullah II e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, os militares dos dois países concordaram em coordenar as suas ações, incluindo as missões de aviões militares sobre o território sírio", informou o chanceler russo Sergei Lavrov, comentando "o mecanismo de trabalho especial” estabelecido entre Moscou e Amã.

    Por sua vez, o ministro das Comunicações jordaniano, Mohammad Mohani, reafirmou o compromisso de seu país na continuidade da luta contra o extremismo.

    A Jordânia tem sido uma aliada de longa data dos EUA e de Israel desde 1994. Ambos os países se comprometeram a nunca deixar seus respectivos territórios virarem palco para ataques militares de um terceiro lado.

    "Washington trabalha com ambos os países para avançar seu império, livremente usando seus territórios. Estaria a Jordânia agora trocando suas alianças?", pergunta-se o artigo de Lendman.

    A disposição do reino de se juntar à campanha russa na Síria reflete a crescente preocupação com os extremistas que já foram treinados no país, afirma o escritor. De fato, as ambições dos terroristas vão muito além da Síria e do Iraque, e podem em breve atingir a Jordânia e o Líbano, se a ameaça não for anulada agora.

    Segundo a chancelaria russa, o objetivo da operação militar na Síria é derrotar os militantes do Estado Islâmico em seus redutos atuais a fim de prevenir a disseminação do terrorismo para a Ásia Central e para a Rússia, em particular.

    Se a Jordânia agora compartilha a mesma opinião, argumenta Lendman, trata-se de "outro golpe duro para a agenda hegemônica de Washington”.

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    Tags:
    extremismo, cooperação, acordo, hegemonia, terroristas, operação militar, ataques aéreos, guerra, terrorismo, conflito, aliança militar, alianças, Estado Islâmico, Abdullah II, Vladimir Putin, Líbano, Ásia Central, Oriente Médio, Estados Unidos, EUA, Israel, Síria, Jordânia, Rússia
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