23:36 12 Agosto 2020
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    O ex-primeiro ministro britânico pediu desculpas por, durante a operação da coalizão em 2003, não ter avaliado corretamente as consequências da derrubada do líder iraquiano Saddam Hussein.

    A intervenção da coalizão, liderada pelos EUA e Grã-Bretanha, no Iraque em 2003 pode ter sido a principal razão do aparecimento da organização terrorista Estado Islâmico (EI), disse Tony Blair, que tinha o cargo do primeiro-ministro naquela época, em entrevista ao canal televisivo CNN.

    As tropas da coalizão lançaram, na primavera de 2003, a operação “Liberdade do Iraque" com o objetivo de derrubar o regime de Saddam Hussein, acusado de ligações com organizações terroristas internacionais e de possuir armas químicas de destruição em massa (o que veio a constatar-se posteriormente não ser verdade).

    “Com certeza, não é possível dizer que aqueles que derrubaram Saddam em 2003 não são responsáveis pela situação em 2015”, afirmou Tony Blair, respondendo à pergunta sobre a sua opinião em relação à operação no Iraque como a principal razão da crise atual.

    Além disso, Blair pediu desculpa pelos erros cometidos durante a operação:

    “Peço desculpa por os dados de reconhecimento recebidos estarem errados. Também peço desculpa por alguns erros no planejamento e, com certeza, pelo nosso erro na avaliação do que aconteceria após a derrubada do regime”.

    O presidente do Iraque Saddan Hussein (1979-2003) foi derrubado em abril de 2003. A Corte Suprema condenou Saddam à pena de morte por enforcamento por crimes contra a humanidade. A sentença foi executada em 2006.

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    Tags:
    invasão, Estado Islâmico, Saddam Hussein, Tony Blair, Grã-Bretanha, Iraque, EUA
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