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    Notas de yuan chinês em uma agência do Bank of China em Changzhi, 16 de setembro de 2008

    China faz passo importante na internacionalização do yuan

    © REUTERS / Stringer
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    O Banco da China oficialmente inaugurou o seu centro operacional em Londres e realizou simultaneamente em Pequim, Londres e Cingapura uma cerimônia de publicação global de índice de transações com as obrigações em yuan.

    A bolsa de Londres viu as obrigações em yuan pela primeira vez ainda no outono de 2013. Naquela altura O Banco Industrial-Comercial da China alocou em Londres 2 bilhões de yuans que podiam ser usados para operações de crédito no estrangeiro. Mais tarde um bilhão foi investido pelo Banco de Construção da China. Os montantes em si não impressionam – são volumes ordinários para os mercados financeiros. Outro aspecto é o mais marcante: durante cada emissão de yuans à Bolsa de Londres a procura por parte de investidores superou a oferta em vezes. 

    Este interesse é ligado a uma série de fatores. Em primeiro lugar é o sucesso da China como principal potência comercial.  Em segundo lugar, os ativos em, yuanes são atraentes no contexto de problemas econômicos na zona do euro e nos EUA. E finalmente é preciso sublinhar a política competente das autoridades financeiras da China que promoviam com convicção o yuan como uma moeda importante nas transações internacionais.

    Segundo o ponto de vista da diretora o Instituto da Economia Mundial da Academia Chinesa das Relações Internacionais Contemporâneas Chen Fengyin, a abertura do Centro Operacional em Londres é um passo importante para a internacionalização de renminbi (“moeda popular” em chinês, denominação oficial do yuan):

    “Este passo é um avanço importante na internacionalização da renminbi. A internacionalização da renminbi é uma tendência que nos últimos anos se fortalece seguidamente. Nas relações da China e dos EUA também há acordos respetivos e é provável que os EUA avaliem a possibilidade de abrir o centro de transação em renminbi. É possível que tal centro apareça em Nova York. Em Londres foi realizada a publicação de cotações e isto resolveu tal questão prática como diferença temporal. Antes no comércio offshore tinha tal problema como diferença temporal entra a Ásia e a Europa. Agora este esta questão foi tirada da agenda – não há diferença temporal e isto resolveu um dos problemas ligados com a internacionalização do yuan. Isto possibilitará ao yuan tornar-se moeda ad transações”.

    Segundo sublinhou Chen Fengyin, a China alojou obrigações estatais no valor de cinco bilhões de yuanes em Londres e a renminbi entrou na composição de reservas monetárias do Reino Unido. A especialista opina que é um passo para transformação do yuan numa moeda de reserva. 

    Vale a pena frisar que no resultado dos primeiros oito meses deste ano o yuan pela primeira vez na história tornou-se moeda principal nas transações da China com os vizinhos mais próximos – países da Região Ásia-Pacífico.

    Tags:
    economia, finanças, moeda, yuan, EUA, Reino Unido, China
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