00:11 15 Agosto 2020
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    O analista político norte-americano Caleb Maupin afirmou que os EUA precisam desesperadamente de um líder do calibre de Vladimir Putin e traçou um paralelo entre o russo e os ex-presidentes de seu país Abraham Lincoln e Franklin Roosevelt.

    Caleb conta, em New Eastern Outlook, que o desmantelamento da URSS, orquestrada pelos fantoches pró-ocidentais de Wall Street, no regime de Boris Yeltsin, teve conseqüências catastróficas para a Rússia e para os países vizinhos. Ele conta que ficaram oscilando à beira do caos econômico e político. “Este foi o momento em que Vladimir Putin apareceu para liderar o país.”

    “Putin é absolutamente russo, e seu estilo de liderança lembra a história vibrante e original de seu país. No entanto, alguns aspectos-chaves de seu estilo de liderança não são estranhas para os EUA. Dois líderes, Abraham Lincoln e Franklin Delano Roosevelt, poderiam certamente serem descritos como ‘putinistas’, se tal coisa como o ‘Putinismo’ existe”, frisa Maupin.

    Mulher síria beija um poster do presidente russo Vladimir Putin durante uma manifestação pró-governo sírio em frente à embaixada russa em Damasco
    © AP Photo / Muzaffar Salman, File
    Com efeito, durante os primeiros oito anos da administração Putin, a ordem foi completamente restaurada, o salário médio mais do que duplicou, o desemprego caiu drasticamente, enquanto a produção industrial aumentou em 125%.

    Além disso, “entre 2007 e 2014, o Produto Interno Bruto da Rússia aumentou de US$ 764 bilhões para US$ 2,097 trilhões”, observou o analista. Em grande parte, com o mesmo espírito, em meados de 1800, Abraham Lincoln mobilizou o país para lutar contra os senhores de escravos e restaurar a ordem econômica e política.

    “Tanto os oligarcas russos que se opõem a Putin e os senhores de escravos que se opuseram a Lincoln tinham um poderoso aliado: Wall Street”, comenta Caleb Maupin.

    Como o líder russo, explica o analista, Abraham Lincoln não era um marxista ou um socialista, mas um grande crítico dos capitalistas que se recusaram e não estavam dispostos a arcar com o ônus da responsabilidade social e financeira. Por outro lado, o estilo de gestão de Putin tem muito em comum com a de Franklin Delano Roosevelt, o presidente 32 dos EUA.

    “Em 1933, Franklin Delano Roosevelt assumiu o cargo, bem como Putin, com o seu país em um estado de ruína econômica, o recuperando dos efeitos da quebra de 1929 do mercado de ações. Como Putin, Roosevelt mobilizou o setor governamental para resgatar a economia. Roosevelt aprovou a Lei Glass-Steagall, impedindo que os banqueiros jogassem com o dinheiro de outras pessoas. Roosevelt começou a tributar fortemente as pessoas mais ricas dos EUA, usando os fundos para contratar os desempregados”, enfatiza Maupin.

    Assim como Roosevelt e Lincoln, Putin está sob fortes críticas da plutocracia ocidental, sendo ao mesmo tempo muito popular entre seu povo. Atualmente, o presidente russo está liderando a luta contra o Estado islâmico na Síria. No entanto, o envolvimento da Rússia no país árabe não é suportado pela elite política de Washington, que vem travando sua guerra “perpétua” contra o terror no Oriente Médio por décadas. 

    Segundo Maupin, a realidade é que a classe dominante dos EUA não tem interesse em derrotar o Estado Islâmico. “O verdadeiro objetivo da política norte-americana na Síria, desde muito antes de 2011, tem sido sempre o de derrubar a República Árabe da Síria, um país estável, anti-imperialista e com uma economia fortemente planejada.”

    O Estado Islâmico surgiu como uma facção terrorista antigoverno que foi financiado pelos EUA e pelas monarquias do Golfo, explica o analista norte-americano. Os ataques aéreos de Washington contra o grupo jihadista foram “praticamente sem sentido” e completamente ineficazes, avalia Maupin. Além disso, eles foram lançados sem a permissão do governo sírio, o único representante legítimo do povo sírio.

    Em contraste, a Rússia entrou em cena em resposta ao pedido oficial de Damasco e, portanto, o seu envolvimento nos assuntos sírios não pode ser chamado de “intervenção”. A Força Aérea da Rússia está ajudando o Exército sírio em batalhas contra terroristas estrangeiros, “importados para o seu país com a ajuda de Arábia Saudita, Jordânia, Turquia, Qatar, França, Grã-Bretanha e os EUA”, frisa o analista.

    “Putin é um líder que está reunindo o mundo em torno da batalha para melhorar a vida das pessoas, derrotar o terrorismo e levantar-se diante de tanto mal, a elite rica bancária global”, explica Maupin.

    Essas qualidades de liderança demonstrada por Vladimir Putin “não são estrangeiras” para os EUA, observou o jornalista, acrescentando que ele espera que essas qualidades emerjam na América de alguma forma, mais uma vez. “Outro líder do calibre de Roosevelt, Lincoln e Putin é desesperadamente necessário nos EUA.”

    Tags:
    mercado de ações, guerra, economia, combate, ataques aéreos, líder, precisa, necessidade, PIB, Estado Islâmico, Franklin Roosevelt, Abraham Lincoln, Caleb Maupin, Boris Yeltsin, Vladimir Putin, URSS, Wall Street, Washington, Damasco, EUA, Síria, Rússia
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