00:15 24 Agosto 2017
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    F-117 visto perto de Kosovo em 4 de abril de 1999

    ‘OTAN para nós não é amigo, mas sim uma organização que tem nosso sangue nas mãos’

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    Ex-presidente do Montenegro e antigo premiê da República Federal da Iugoslávia Momir Bulatovic numa entrevista à Sputnik disse que as autoridades atuais do Montenegro mentem aos seus interlocutores, inclusive o secretário feral da OTAN, quando falam sobre a porcentagem alta de apoio popular da ideia de adesão à Aliança.

    Secretário geral da OTAN Jens Stoltenber fala com presidente de Montenegro Filip Vujanovic
    © AFP 2017/ SAVO PRELEVIC / AFP
    Segundo Bulatovic, na assim chamada “discussão pública” sobre a adesão à OTAN somente se ouve a voz de funcionários com altos solários e muitas semi-verdades sobre o Montenegro e a própria Aliança.

    “A OTAN deve saber que no Montenegro vivem um montão de pessoas que consideram esta Aliança de uma organização criminosa que violando o direito internacional e sem quaisquer e sem quaisquer razões para isso matam pessoas em todo o mundo e destrói países”, diz Bulatovic.

    Ele lembra que durante a agressão da OTAN em 1999 no Montenegro que na altura era parte da Iugoslávia estavam 30 mil efetivos do exército daquele país.

    “Agora são cidadãos do Montenegro (o país separou-se da Sérvia em 2006), mas eles ainda lembram-se dos assassinos de civis, especialmente crianças, por parte da OTAN. O Montenegro foi sempre conhecido pela sua paixão pela liberdade e deste ponto de vista a OTAN para nós não é um amigo, mas sim uma organização que tem nosso sangue nas mãos. Seja assim que a OTAN não chegue aqui e assim as nossas relações serão ainda melhor”, acrescentou.

    Segundo Bulatovic, ele mantem contatos com muitas pessoas que sobreviveram bombardeamentos e elas não se esqueceram desses acontecimentos e não cederam perante propaganda estatal agressiva de adesão à Aliança. 

    Comentando a declaração do secretário geral da OTAN Jens Stoltenberg de que o Montenegro alcançou grandes sucessos na área de supremacia da lei, Bulatovic diz é só uma maneira de camuflar o estado trágico da democracia, política e especialmente da economia neste país.

    No quadro da agressão da OTAN em 1999 os bombardeios contra o Montenegro foram menos intensivos de que contra a Sérvia ou Kosovo e Metohija. Entretanto a capital, Podgorica, e outras cidades foram alvos de ataques aéreos norte-americanos. O caso mais escandaloso foi o bombardeamento da povoação de Murino onde não havia nenhuma divisão ou objeto das Forças Armadas da Iugoslávia. O ataque levou as vidas de seis pessoas, entre elas três crianças.

    Tags:
    bombardeios, vítimas, OTAN, Jens Stoltenberg, Iugoslávia, Montenegro, Sérvia
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