16:35 18 Dezembro 2017
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    Presidente dos EUA Barack Obama discursa durante a sua visita a Cabul, Afeganistão

    Moscou: decisão de Obama não vai mudar situação no Afeganistão

    © AFP 2017/ Saul LOEB
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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    Moscou tem duvidas de que a manutenção das tropas dos EUA no Afeganistão vai aliviar a situação no país.

    O Ocidente deve oferecer uma "ajuda real", disse à agência de notícias RIA Novosti o representante especial do presidente russo para o Afeganistão e o diretor do Segundo Departamento da Ásia do Ministério russo das Relações Exteriores, Zamir Kabulov.

    "Eu não sei o que isto vai mudar. Eu disse muitas vezes que, cem mil soldados não conseguiram cumprir a tarefa [militar] o que então podem fazer só cinco ou seis mil soldados? Pode ser um apoio moral e político para as autoridades afegãs, que por algum motivo acham que a manutenção da presença militar estrangeira vai facilitar a sua vida e sobrevivência", disse o diplomata russo.

    Segundo ele, "as autoridades afegãs e o povo devem confiar principalmente na sua própria força. O Ocidente deve fornecer-lhes assistência real abastecendo essas forças com equipamento militar e civil bem como outras armas que são necessárias neste tipo de situações".

    "E, claro, que é o mais importante — ajuda humanitária e a assistência material, sem as quais o governo afegão não pode dar certo. Isso seria muito mais eficaz do que milhares de soldados norte-americanos perseguindo o Talibã pelo Afeganistão", acrescentou ele.

    Anteriormente, foi relatado que o presidente dos EUA, Barack Obama, tinha a intenção de manter o número de soldados norte-americanos no Afeganistão na casa de 9,8 mil pessoas até o final de 2016.

    Realidades afegãs e eventos em Kunduz forçaram os Estados Unidos a mudar seus planos no país e manter as forças militares.

    "Primeiro de tudo, Kunduz e as perspectivas de repetir a história em outros lugares ao redor das principais cidades do Afeganistão influenciaram os planos dos EUA. Talvez com a exceção de Cabul, que tem a força suficiente para conter os extremistas. 

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    Tags:
    militar, forças armadas, tropas, terrorismo, Talibã, Estado Islâmico, Zamir Kabulov, Barack Obama, Estados Unidos, Cabul, Afeganistão, EUA, Rússia
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