17:56 03 Dezembro 2020
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    Por
    319
    Nos siga no

    Em meio à escalada da violência no Oriente Médio nas últimas semanas, o governo israelense decidiu reforçar as medidas de segurança na região Jerusalém Oriental e nas colônias israelenses da Cisjordânia, fechando bairros palestinos, realizando toques de recolher e restringindo o direito de ir e vir da população local.

    As medidas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foram tomadas após dois israelenses terem morrido e dez ficado feridos após um atentado na última terça-feira, o mais violento sofrido por Israel desde o início de outubro. 

    Vale lembrar, no entanto, que, desde o dia 1° de outubro, 30 palestinos foram mortos pelas forças israelenses em Jerusalém Oriental, Gaza e Cisjordânia, sendo que, de acordo com o Centro Palestino para os Direitos Humanos, metade eram crianças. Do lado israelense, o número de mortes foi de sete pessoas nas últimas duas semanas. 

    Os bairros palestinos de Jerusalém Oriental são ocupados por Israel desde 1967. A região foi anexada em 1980, mas a medida nunca foi reconhecida internacionalmente. 

    As ações de Israel preveem o isolamento das populações palestinas da parte oriental da cidade, a inspeção em transportes públicos, a destruição das casas de familiares dos “terroristas” sem permitir que possam ser reconstruídas, além da revogação da residência e outros direitos básicos dos que desfrutam do estatuto de moradores de Jerusalém.

    O que para o primeiro-ministro de Israel foi encarado como segurança e prevenção a novos ataques, o bloqueio foi visto como uma ‘receita para o abuso’ pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), que condenou a decisão do governo israelense de fechar os bairros palestinos.

    “Fechar os bairros de Jerusalém Leste violará a liberdade de movimento de todos os palestinos residentes sem ser uma resposta adequada a uma preocupação específica”, disse a diretora da HRW para a região, Sari Bashi.

    Segundo ela, os controles de Israel nas entradas desses bairros são “uma receita para o assédio e o abuso”.

    Mais:

    Israel reforça segurança no meio de confrontos
    Israel abre fogo contra a Síria em resposta a fogo perdido
    Soldados israelenses matam cinco jovens palestinos na fronteira com Gaza
    Palestina e Israel: nova onda do terror mútuo
    Quase 40 palestinos ficam feridos em confronto com soldados israelenses
    Tags:
    tensão, violência, Human Rights Watch, Gaza, Palestina, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar