01:46 19 Janeiro 2020
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    Nesta quarta-feira (14) o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, discursou na Duma de Estado, tendo comentado um vasto leque de questões da atual agenda internacional.

    A Sputnik destaca os pontos principais.

    “O objetivo de combate ao terrorismo é prioritário para nós.” 

    Segundo o chanceler russo, o objetivo principal da comunidade internacional no Oriente Médio é a luta contra o terrorismo. Enquanto isso, Lavrov destacou que os parceiros ocidentais reagiram de forma negativa à proposta de aderirem ao trabalho do centro de informação criado recentemente em Bagdá (Iraque) pela Rússia, Irã e Síria e destinado a coordenar as ações da luta contra o EI.

    "Convidámos os nossos parceiros ocidentais para participar no trabalho do centro de informação para que todos tivessem um quadro completo e único /da situação/ e não houvesse desentendimentos. A reação não foi construtiva, nos perguntaram porque no Iraque e só no Iraque, onde tudo está calmo.”

    O alto diplomata russo também declarou que o estatuto de organização terrorista Frente al-Nusra não será reconsiderado na Rússia, sublinhando que a organização está na mesma lista do Conselho de Segurança da ONU.

    "A Frente al-Nusra é considerada por vários analistas ocidentais como uma estrutura não completamente terrorista, achando eles que ela pode ser usada mais tarde, após um certo rebranding, como base para o futuro da Síria. […] Não pode existir qualquer rebranding aqui. Não permitiremos," disse.

    Rússia não permitirá bloqueio de Donbass

    Comentando a situação no leste do país vizinho, Ucrânia, Lavrov declarou:

    “A Federação da Rússia não permitirá tal desenvolvimento de situação no Leste da Ucrânia, que foi mencionado por você hipoteticamente, porque os Acordos de Minsk não podem ser interpretados de qualquer maneira – a ordem dos passos está claramente determinada.”

    O alto diplomata russo exigiu respeitar os Acordos de Minsk e, conforme estes indicam, conceder um status especial permanente ao Donbass, realizar eleições, uma anistia e, segundo disse, "devem ser restauradas todas as estruturas e serviços básicos na região".

    МН17: Sempre respeitamos a opinião de outros

    Comentando o recém-publicado relatório sobre os resultados da investigação do acidente do voo MH17 de Boeing 777 da Malaysia Airlines, o chanceler russo disse:

    "Falando sobre o Boeing, vamos estudar o relatório, tornado público ontem. Já agora temos várias questões, que tínhamos desde o início. Não temos respostas."

    Comentando o pedido do premiê neerlandês, Mark Rutte, de respeitar os resultados do relatório, Lavrov declarou:

    “A nossa opinião não foi respeitada e ninguém sequer a pediu. Estávamos pedindo para que o consórcio Almaz-Antey, fabricante do míssil, que segundo eles abateu o avião, participasse exaustivamente em todos os experimentos, respondendo às perguntas, dando referências. Nada disso aconteceu. A Almaz-Antey, como é sabido, realizou seus próprios testes de campo, divulgou os resultados e agora eles prometem tomá-las em consideração.”

    Questões da economia internacional

    A Rússia considera como perigosas as iniciativas de criação de tais acordos econômicos como o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) e o Acordo de Parceria Econômica Estratégica Trans-Pacífico (TPP), devido à sua natureza pouco transparente.

    "Acreditamos que esta é uma tendência muito indesejável, até mesmo perigosa, destrutiva em termos de danos ao sistema de comércio multilateral universal", sublinhou.

    Comentando outro ponto da agenda da economia internacional russa, o acordo de construção e operação da primeira linha do gasoduto Corrente Turca (Turkish Stream), Lavrov declarou que o entendimento político nesta questão continua em vigor mas, para assinar quaisquer documentos, a Rússia vai esperar os resultados das eleições e a formação do novo governo na Turquia.

    O ministro russo justificou a posição oficial pela ausência de pessoas autorizadas a assinar documentos deste tipo.

    “O acordo político se mantém. O presidente [turco] Erdogan reuniu-se em 23 de setembro, durante a sua visita a Moscou no âmbito da inauguração da mesquita central de Moscou, com o presidente [russo] Putin e confirmou isso.”

    Tags:
    MH17, economia, terrorismo, Ucrânia, Rússia
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