17:29 22 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    Palestinos se revoltam contra o Exército israelense na Cisjordânia

    Soldados israelenses matam cinco jovens palestinos na fronteira com Gaza

    © REUTERS / Mohamad Torokman
    Mundo
    URL curta
    2018

    Uma nova onda de esfaqueamentos sacudiu Israel e Cisjordânia nesta sexta-feira (9) inclusive alegadamente um ataque de vingança realizado por um judeu contra dois palestinos e dois árabes israelenses.

    Um judeu de 20 anos atacou quatro árabes e, depois de ser preso, disse à Polícia que realizou o ataque no sul de Israel, na cidade de Dimona porque “todos os árabes são terroristas”. 

    As vítimas sofreram lesões leves e moderadas. 

    Este não foi o primeiro ataque deste tipo contra palestinos nos últimos 10 dias. Quatro judeus foram mortalmente esfaqueados ou mortos a tiros em Jerusalém e na Cisjordânia (ocupada por Israel) e pelo menos 12 pessoas foram feridas por palestinos com facas e chaves de fenda em Tel Aviv e outras cidades israelenses, divulga a agência Reuters.

    O premiê israelense e outros funcionários oficiais israelenses condenaram rapidamente o ataque judeu contra árabes, temendo que possa aumentar a violência no país. 

    Entretanto, os ataques contra judeus continuaram hoje (9). Um palestino feriu um policial israelense perto de uma povoação na Cisjordânia antes de ser morto a tiro pelo próprio policial que tinha sofrido uma lesão ligeira.      

    Mais tarde, um rapaz judeu de 16 anos foi ferido num novo esfaqueamento em Jerusalém por um jovem palestino de 18 anos, que foi detido pelas forças de segurança. 

    Uma mulher árabe foi atingida com arma de fogo após uma tentativa de esfaqueamento contra um guarda no norte de Israel. 

    Muitos temem que este aumento significativo de violência possa ser um sinal de uma nova intifada (rebelião popular palestina contra Israel). 

    Os radicais palestinos apelam ao aumento dos ataques contra cidadãos e forças de segurança de Israel.

    “Apelamos ao fortalecimento e ampliação da intifada… é o único caminho que nos guiará até à libertação”, disse nesta sexta-feira (9) o chefe do grupo Hamas, Ismail Haniyeh, em uma mesquita na cidade de Gaza. 

    “Gaza irá exercer o seu papel na intifada em Jerusalém e está mais do que pronta para a confrontação”, acrescentou ele, escreve a agência France-Presse. 

    Entretanto, as tropas israelenses abriram fogo através da fronteira com a Faixa de Gaza, matando cinco palestinos e ferindo mais 25 que jogavam pedras e participavam de ações de apoio à violência em Jerusalém, diz AFP.   

    Tanto o premiê israelense Benjamin Netanyahu, como o líder palestino Mahmoud Abbas apelaram à calma, mas não há sinais de diminuição da tensão e violência. Ao contrário, os palestinos preparam protestos esta tarde após as orações muçulmanas e Israel convocou milhares de soldados e policiais adicionais para garantirem a ordem.

    As autoridades israelenses anunciaram ontem (8) a interdição de acesso à Esplanada das Mesquitas na Cidade Antiga de Jerusalém para os homens com menos de 50 anos durante as orações desta sexta-feira, a fim de reduzir as tensões no local, sagrado tanto para os judeus como para os muçulmanos.

    Tags:
    tumulto, polícia, vítimas, confrontos, intifada, Hamas, Gaza, Cisjordânia, Palestina, Jerusalém, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar