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    Rússia combate Estado Islâmico na Síria (291)
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    O Iraque e o Afeganistão, que um dia foram libertados e “democratizados” pelos EUA, atualmente estão à procura de ajuda russa para combater os terroristas do grupo Estado Islâmico. Moscou está pronta para ajudar mas só após um pedido oficial dos governos, divulgou o periódico italiano Il Giornale.

    "O equilíbrio de forças tem mudado no Oriente Médio," escreveu a edição.

    Após a guerra no Iraque de 2003 o país se tornou um protetorado de Washington. Mesmo assim, agora Bagdad está deixando o seu "libertador" e se virando para a Rússia.

    O artigo sublinhou que este pedido foi resultado de ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, que provaram ser pouco eficientes no combate contra o grupo terrorista Estado Islâmico. 

    Recentemente, o governo iraquiano anunciou que poderia pedir a ajuda da Rússia, mas Moscou respondeu que só consideraria um pedido oficial.

    A respectiva declaração foi feita pela presidente do Conselho da Federação da Rússia (Câmara Alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko. Enquanto isso, o pedido oficial ainda não foi feito pela parte iraquiana.

    Segundo o artigo italiano, a mesma questão está sendo estudada no Afeganistão onde, durante o encontro com o líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, o vice-presidente Abdul Rashid Dostum pediu a ajuda russa na luta contra o terrorismo.

    Desde 30 de setembro último, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia iniciou ataques localizados contra as posições do Estado Islâmico na Síria, usando aviões Su-25, bombardeiros Su-24M, Su-34, protegidos por caças Su-30SM.

    Segundo os dados mais recentes, as Forças Aeroespaciais russas realizaram, desde o início da operação, cerca de 140 missões contra as posições dos terroristas, nomeadamente postos de comando, campos de treinamento e arsenais. Além disso, os navios da Frota do mar Cáspio lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra os territórios controlados pelos jihadistas. A precisão de ataque é de cerca de 5 metros.

    Os alvos dos ataques são estabelecidos com base nos dados de reconhecimento russo, sírio, iraquiano e iraniano. O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que as missões aéreas são realizadas contra organizações terroristas armadas, e não contra grupos da oposição política ou civis. Além disso, segundo ele, em resultado da operação da Força Aérea russa, já foi destruída cerca de 40% da infraestrutura do Estado Islâmico.

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    terrorismo, Estado Islâmico, Afeganistão, Iraque, EUA, Síria, Rússia
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