15:38 24 Agosto 2019
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    Ashton Carter, do Pentágono, durante um briefing em 30 de setembro

    EUA (quase) encerram programa de treinamento na Síria

    © AFP 2019 / SAUL LOEB
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    As autoridades estadunidenses acabam de encerrar, nesta sexta-feira (9), o programa de treinamento de rebeldes sírios do Pentágono.

    O programa, vigente desde há cerca de um ano, custou ao Departamento de Defesa 500 milhões de dólares, mas não produziu os resultados desejáveis.

    O respectivo anúncio foi previsto para esta sexta-feira, mas nem por isso perde importância e relevância.

    "Eu não foi satisfeito com os primeiros esforços" do programa, disse Ashton Carter, secretário da Defesa dos EUA, citado pelo The New York Times, durante uma coletiva conjunta com o seu colega britânico, Michael Fallon.

    Outra fonte citada pelo jornal disse que este passo testemunha que Washington reconheceu o fracaso do seu programa.

    Os EUA mantinham campos de treinamento na Jordânia, no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Estes centros serão, a partir de agora, substituídos por um só centro que será situado na Turquia.

    A agência Reuters cita Carter dizendo também que o governo dos EUA apresentará em breve umas "sugestões" relativamente ao programa de treinamento da oposição síria.

    "Eu acho que ele [o presidente dos EUA, Barack Obama] irá, no futuro mais próximo, fazer públicas as sugestões, previamente aprovadas por ele e que bós intentamos levar a cabo", disse Carter.

    A falha do programa governamental estadunidense foi revelada no início de setembro, quando Washington reconheceu desconhecer o paradeiro de representantes da assim chamada oposição moderada síria que participavam dos treinamentos.

    Os treinamentos visam aumentar o poder de combate da oposição síria para se opor, supostamente, ao Estado Islâmico, grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países. No entanto, a oposição tem outro inimigo, o presidente sírio Bashar Assad, que Moscou considera como legítimo.

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    Tags:
    rebeldes, Pentágono, Estado Islâmico, Ashton Carter, Síria, EUA
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