23:43 24 Setembro 2017
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    Almirante Mark Ferguson

    OTAN: presença russa no Mediterrâneo preocupa os EUA

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    A presença militar russa no Mediterrâneo é uma preocupação para a segurança da OTAN, afirmou nesta terça-feira o almirante Mark Ferguson, líder do Comando de Força Aliada Conjunta.

    "Esta remilitarização da política de segurança russa fica evidente pela construção de um 'arco de aço' do Ártico até o Mediterrâneo, começando em suas novas bases no Ártico até Kaliningrado no Báltico e a Crimeia no Mar Negro", afirmou Ferguson no Conselho do Atlântico, em Washington.

    O comandante americano disse ainda que a Rússia introduziu sistemas de mísseis antiaéreos e novas plataformas por estar "construindo a capacidade de projetar força no domínio marítimo. Sua base na Síria agora lhes dá a oportunidade de fazer o mesmo no leste do Mediterrâneo."

    Ferguson afirmou que recentemente a OTAN vem observando uma "manifestação de uma Marinha da Rússia mais agressiva e mais capaz", que está sendo utilizada para se concentrar nos mares que cercam a Rússia, assim como no Atlântico e no Mediterrâneo.

    As declarações do comandante da Marinha americana vêm em um período em que os EUA vêm conduzindo exercícios navais multinacionais na região, inclusive com a Ucrânia, em um esforço para garantir aos aliados da OTAN que é possível responder com rapidez à suposta ameaça russa.

    Como resposta, a Rússia alertou a OTAN de que a presença da Organização cada vez mais próxima às fronteiras russas é vista como uma atitude provocadora e uma ameaça à segurança regional.

    "A intenção deles (Rússia) é ter a capacidade de possuir forças marítimas operando nessas áreas e, portanto, impedindo operações da OTAN", opinou Ferguson.

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    Tags:
    preocupação, ameaça russa, presença militar, OTAN, Mark Ferguson, Síria, Mar Mediterrâneo, EUA, Rússia
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