13:52 29 Maio 2020
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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) reafirmou nesta terça-feira que o recente bombardeio sobre o hospital de Kunduz, no Afeganistão, que causou 22 mortes e 37 feridos, foi um crime de guerra.

    “Este ataque não pode ser deixado de lado com um simples erro ou uma consequência inevitável da guerra. As declarações do governo do Afeganistão de que os talibãs utilizavam o hospital para disparar contra as tropas aliadas implicam que as forças afegãs e norte-americanas que trabalham juntas decidiram destruir um hospital em pleno funcionamento, o que equivale a uma confissão de crime de guerra”, afirmou a presidente da MSF, Joanne Liu, através de uma declaração publicada no site da organização.

    Hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras, em Kunduz, no Afeganistão, após o ataque aéreo dos EUA.
    © AP Photo / Médecins Sans Frontières via AP
    A presidente da ONG destacou que "este ataque afeta o trabalho humanitário em todos os lugares e, basicamente, mina os princípios fundamentais da atividade humanitária".

    Ele acrescentou que "nada pode justificar a violência contra os pacientes, médicos e unidades de saúde".

    O hospital da MSF em Kunduz, no norte do Afeganistão, foi bombardeado pelas forças da OTAN quanto cerca de 200 pessoas se encontravam na ala hospitalar.

    Tema:
    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)

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    Tags:
    ataque aéreo, ataque, bombardeio, MSF, OTAN, Kunduz, Afeganistão, EUA
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