19:28 16 Outubro 2018
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    Partidários do primeiro ministro português Pedro Passos Coelho durante a campanha eleitoral em Lisboa, outubro, 2, 2015

    Eleições parlamentares começam em Portugal

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    Hoje é dia de eleições legislativas em Portugal. Cerca de 10 milhões de eleitores irão escolher o futuro Parlamento, devendo a força política mais votada formar o governo do país.

    A votação decorre desde as 08:00 horas locais até às 19:00 em Portugal Continental e na Madeira, enquanto nos Açores a abertura e o encerramento das urnas serão uma hora mais tarde em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

    Nestas eleições concorrem 16 forças políticas, incluindo três coligações e 13 partidos.

    As coligações são:

    • A coligação Portugal à Frente, com o PSD (centro-direita liberal, nas últimas legislativas de 2011 obteve 38,66% dos votos) e CDS-PP (centro-direita liberal, 11,71%). Esta coligação está atualmente no governo. 

    • A Coligação Democrática Unitária (CDU, 7,90% dos votos), constituída pelo PCP (Partido Comunista Português) e PEV (Partido Ecologista os Verdes) 

    • A coligação Agir, que alia o Movimento Alternativa Socialista (MAS) ao Partido Trabalhista Português (PTP).

    Os partidos políticos são: Partido Socialista (PS, de orientação social-democrata, segunda força mais votada nas últimas eleições, com 28,05% dos votos), Bloco de Esquerda (BE, extrema-esquerda, 5,17%), Livre/Tempo de Avançar (esquerda), Juntos pelo Povo (JPP), Nós, Cidadãos! (NC), Portugal pró vida, Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC), Partido da Terra (MPT), Partido Democrático Republicano (PDR), Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP, extrema-esquerda), Partido Nacional Renovador (PNR, nacionalista), Partido Unitário dos Reformados Portugueses (PURP), Partido Popular Monárquico (PPM) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN, ecologista).

    Os partidos sem indicação de percentagens não obtiveram representação parlamentar nas últimas eleições, alguns são de criação relativamente recente, caso do PAN.

    Para obter uma maioria absoluta, um partido ou uma coligação precisa obter 116 do total de 230 deputados.

    Segundo a Constituição portuguesa, o primeiro-ministro é nomeado pelo presidente da República, depois de ouvir os partidos representados no Parlamento e tendo em conta os resultados da eleição.

    Em Portugal, o voto não é obrigatório. Nas últimas eleições parlamentares, a abstenção situou-se nos 41,1%, a mais elevada de sempre, ou seja, quase metade dos eleitores não votou.

    As sondagens dão uma ligeira vantagem (38 %) à coligação Portugal à Frente, liderada pelo atual primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, seguida do Partido Socialista (32%), liderado por António Costa, ex-presidente da Câmara Municipal (Prefeitura) de Lisboa. No entanto, muitos analistas referem que os resultados da votação poderão surpreender e que não está excluída uma vitória do Partido Socialista, uma vez que nas últimas semanas havia ainda cerca 15 % de indecisos.

    Serão precisamente eles que irão determinar o resultado final. Os primeiros resultados indicativos (pesquisa de boca de urna) serão divulgados logo após as 20:00 (16:00 de Brasília)

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    Tags:
    eleições, PSD, PS, Pedro Passos Coelho, António Costa, Portugal
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