18:50 23 Setembro 2017
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    Rússia aprova uso de suas Forças Armadas na Síria

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    A Câmara alta do parlamento russo autorizou nesta quarta-feira (30) o uso das Forças Armadas do país no estrangeiro.

    Segundo o Kremlin, isto somente envolve operações da Força Aérea. 

    O chefe da Administração Presidencial da Rússia Sergei Ivanov informou que o presidente sírio Bashar Assad pediu ajuda militar à Rússia.

    “Somente falamos de operações da Força Aérea russa, segundo já disse o nosso presidente, o uso das Forças Armadas no teatro terrestre de operações militares está excluído. O objetivo militar dessa operação é exclusivamente o apoio aéreo para as forças governamentais da Síria na sua luta contra o Estado Islâmico”, disse Ivanov.

    “O primeiro e, provavelmente, o mais importante é que falamos só da Síria e não falamos de alcançar quaisquer objetivos de política externa ou satisfazer quaisquer ambições, de que nos acusam os nossos parceiros ocidentais, somente falamos dos interesses nacionais da Rússia ”, acrescentou.

    Comentando os ataques aéreos realizados pelos países ocidentais, Ivanov destacou que estes não correspondem às normas do direito internacional. 

    “Como todos vocês sabem, os Estados Unidos…estão realizando ataques aéreos em território da Síria, do Iraque e, se calhar, em outros países do Oriente Médio. Recentemente a França se juntou às mesmas ações, a Austrália e um leque de outros países estão falando no mesmo sentido. Queria notar um aspeto principal: todas essas ações são realizadas violando o direito internacional”, disse aos jornalistas Ivanov.

    "Nós informaremos [os nossos parceiros estrangeiros sobre a decisão do parlamento relativamente ao uso das Forças Armadas da Rússia no estrangeiro] durante o dia através dos canais do Ministério das Relações Exteriores, e a mesma coisa será feita pelos militares", disse o vice-chanceler russo Mikhail Bogdanov.

    A inteligência russa tem dados para detectar as posições de terroristas e a Força Aérea da Rússia é capaz de efetuar ataques aéreos mais poderosos e precisos do que a Força Aérea da coalizão liderada pelos EUA, opina o presidente da Associação Internacional de Veteranos das Forças Especiais antiterroristas Alfa, Sergei Goncharov. 

    Segundo a Embaixada dos Estados Unidos na Rússia, os líderes dos EUA e da Rússia têm interesses comuns na luta contra o Estado Islâmico na Síria e concordaram em criar um canal de informação entre os militares dos dois países para evitar a falta de compreensão durante operações na área.

    “Queria somente reiterar que, quando o presidente Obama se encontrou com o presidente Putin, concordaram que os Estados Unidos e a Rússia têm interesses comuns na luta contra o Estado Islâmico na Síria”, disse o porta-voz da embaixada norte-americana na Rússia, Will Stevens.

    “Todavia, a nossa posição é clara: o presidente Assad não é um parceiro adequado para combater contra o terrorismo e extremismo na Síria. Não há um caminho sustentável para a estabilidade na Síria que envolva o presidente Assad permanecendo no poder”, acrescentou.

    De acordo com a Fox News, citando um oficial norte-americano de alto escalão, a Rússia exigiu que os aviões dos EUA deixem imediatamente a Síria.

    O porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov disse que a Rússia será o único país que realiza uma operação na Síria numa base legítima – a pedido das autoridades daquele país. 

    Os ataques aéreos das Forças Armadas da Rússia na Síria ajudarão o exército sírio na luta contra o terrorismo, Damasco esperava há muito tempo a ajuda de Moscou, disse o conselheiro político do ministro da Informação da República Árabe da Síria.

    Na manhã desta quarta-feira (30), o presidente russo Vladimir Putin pediu a permissão do Conselho da Federação russo para usar as Forças Armadas russas fora do país.

    Em 25 de setembro foi tornado público que militares russos, sírios e iranianos organizaram em Bagdá um centro de coordenação para cooperar a luta contra a organização terrorista Estado Islâmico. Os objetivos principais do centro são prestar informações sobre o número de militantes do Estado Islâmico, seus armamentos e movimentações. 

    No início desta semana se tornou conhecido que o novo centro começará a funcionar em outubro ou novembro e será encabeçado por oficiais da Rússia, Síria, Iraque e Irã em regime rotativo.

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