08:23 23 Outubro 2021
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    O Papa Francisco chegou nesta segunda-feira (28) a Roma, regressando à cidade depois de sua viagem a Cuba e aos EUA. Durante o voo, ele concedeu uma entrevista onde abordou temas polêmicos e revelou que gostaria de ir à China.

    O Pontífice não fugiu das questões dos jornalistas e voltou a assuntos que falou em sua recente viagem. Sobre os casos de pedofilia na Igreja, ele destacou a gravidade dos casos acontecidos envolvendo o clero.

    “Os abusos estão em todos os lugares: escolas, famílias, ginásios. Porém, quando um sacerdote comete um abuso é gravíssimo, porque sua vocação é fazer crescer aquele menino e aquela menina para o alto, para o amor de Deus. Com o abuso, ele corta tudo isso e é como um sacrilégio. Ele traiu o chamado do Senhor”, afirmou o Papa Francisco.

    O Santo Padre também comentou sobre as medidas para maior celeridade nos processos de nulidade do casamento. O Pontífice afirmou que isto não se traduz no “divórcio católico”. Ele realçou que o matrimônio é um sacramento indissolúvel que a Igreja não pode mudar e destacou que tem nulidade o que nunca existiu.

    Sobre a crise dos refugiados na Europa, Papa Francisco criticou especialmente a construção de muros nas fronteiras dos países e destacou que todos caem e que não resolvem a situação, “só aumentam o ódio”.

    “Todos sabem como os muros terminam: todos caem, seja hoje, amanhã ou daqui há 100 anos”, frisou o líder da Igreja Católica.

    A chance de ir à China, segundo o Pontífice, existe e seria um grande desejo seu. O país asiático mantém relações conturbadas com o Vaticano há décadas, mas os últimos anos foram de sinais de aproximação. O Papa Francisco disse que ficaria feliz com a possibilidade de um bom relacionamento e que ama o povo chinês. Ele informou que os contatos diplomáticos estão em andamento.

    Tags:
    Vaticano, Roma, EUA, Cuba, Europa, China, Papa Francisco, Igreja Católica, pedofilia, divórcio, viagem, visita, desejo, nulidade, matrimônio, sacrilégio, relações diplomáticas
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