04:05 18 Julho 2018
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    Analista da Asia Times acredita que aliança com a Rússia é a melhor opção para a Arábia Saudita recuperar as perdas provocadas pela queda nos preços do petróleo

    Rússia pode criar aliança energética com Arábia Saudita e prejudicar os EUA

    © AP Photo / Keith Srakocic
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    Uma vez que a guerra do petróleo da Arábia Saudita não tinha a Rússia e o Irã como alvos, mas, sim, as companhias de gás de xisto dos Estados Unidos, Moscou e Riad podem agora criar uma aliança para mudar a tendência atual do mercado e aumentar os preços dos combustíveis, avaliou o jornalista Salman Rafi em artigo publicado no Asia Times.

    Segundo Rafi, Rússia e Arábia Saudita devem encontrar interesses mútuos para estabilizar os valores do petróleo, já que as economias dos dois países foram seriamente prejudicadas pela grande queda de preços do produto. 

    "Com a Arábia Saudita caindo cada vez mais em sua própria armadilha, por não ser capaz de forçar as companhias de xisto a entrar em falência, a melhor opção que resta para eles (os sauditas) é, talvez, se voltar para a Rússia e reverter a tendência atual do mercado de petróleo para atingir os seus objetivos em relação aos produtores de petróleo de xisto", escreveu o analista.

    Algumas questões, no entanto, ainda precisam ser respondidas, segundo ele. Embora Moscou e Riad concordem sobre a necessidade de estabilização, ainda possuem uma série de diferenças políticas que precisam ser contornadas, principalmente no que diz respeito ao programa nuclear iraniano e aos conflitos na Síria e no Iêmen. 

    A possibilidade de uma parceria russo-saudita foi destacada pelo diretor executivo da petrolífera russa Rosneft, Igor Sechin, em entrevista ao Financial Times. Na ocasião, Sechin teria dito que o país da Península Arábica estava buscando um acordo sobre quotas de mercado com a Rússia, chegando inclusive a oferecer aos russos uma vaga na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). 

    "Frustrada por falhas, as ofertas da Arábia Saudita são, na verdade, também uma indicação da forte posição da Rússia. Na mesma entrevista, Sechin disse que a estratégia dos EUA e de seus aliados para esmagar o mercado de petróleo saiu pela culatra", afirmou Salman Rafi.

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    Tags:
    xisto, mercado, gás, petróleo, economia, Asia Times, Financial Times, Rosneft, OPEP, Salman Rafi, Igor Sechin, Península Arábica, Riad, Iêmen, Irã, Arábia Saudita, Síria, Moscou, EUA, Rússia
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