Irã faz concessões à AIEA em gesto de boa vontade

© Sputnik / Valery Melnikov / Acessar o banco de imagensCentral Nuclear de Bushehr, Irã
Central Nuclear de Bushehr, Irã - Sputnik Brasil
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O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) Yukiya Amano visitou a instalação militar iraniana de Parchin, onde o Irã durante muito tempo não deixou entrar funcionários da agência que a queriam inspecionar, se diz o site oficial da AIEA.

A análise das amostras ambientais de Parchin levará algumas semanas, disse o vice-diretor da AIEA Tero Varjoranta, visto que “não se pode ter dúvidas quanto ao resultado”.

Bandeira da Agência Internacional de Energia Atômica em frente da sede da organização em Viena - Sputnik Brasil
Chefe da Agência Internacional de Energia Atômica visita Irã
É de lembrar que antes a AIEA, por maioria de votos, absteve-se de inspecionar instalações atômicas de Israel, o que causou perplexidade entre os especialistas, tendo em conta a pressão tão severa sobre o Irã.

Emad Abshenass, especialista para assuntos econômicos e políticos da Sputnik, chefe-redator do jornal “Irã Press”, comentou a visita da AIEA a Parchin.

Ele destacou que Parchin é uma base militar, não nuclear, mas a AIEA já a inspecionou duas vezes usando vários pretextos.

“Os pretextos da AIEA para inspeções se baseavam somente nos relatórios falsificados e dados recebidos de Israel, EUA e alguns países ocidentais. Por sua vez, o Irã suspeitou a agência de espionagem na sua instalação militar estratégica. Por isso, o Irã se recusou a deixar entrar os inspetores da AIEA em Parchin, sublinhando que Teerã não recusará uma inspeção sem uma razão séria, convincente e evidente”, explicou o especialista.

Além disso, Emad Abshenass assinalou que, de acordo com o direito internacional, o Irã não é obrigado a deixar entrar inspetores da AIEA nas suas bases militares.

O reator nuclear israelense em Dimon - Sputnik Brasil
Por que a AIEA não inspeciona programa nuclear de Israel mas presta tanta atenção ao Irã?
Comentando a última visita de Yukiya Amano ao Irã, o jornalista disse que esta foi uma iniciativa da Organização da Energia Atômica iraniana:

“O objetivo é demonstrar pessoalmente ao diretor da AIEA a transparência da política iraniana e dispersar todas as dúvidas da AIEA quanto à assim chamada ‘atividade nuclear não-declarada’”.

O especialista opina que o país quer demonstrar desta forma à comunidade internacional que está disposto a “derreter o gelo” nas relações com a AIEA.

Em 14 de julho após negociações ao longo de quase dois anos  o Irã e sexteto atingiram acordo “histórico”. O documento final prevê a redução das centrífugas instaladas na República Islâmica e o acesso às instalações por parte de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) com a contrapartida da suspensão das sanções impostas ao país.

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