17:54 25 Novembro 2020
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    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)
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    A decisão da Rússia de agir sozinha na Síria em vez de se juntar à coalizão internacional pode ser julgada como apoio ao regime do presidente Bashar Assad e resultar em isolamento ulterior da Federação da Rússia, disse durante uma coletiva de imprensa o representante oficial da Casa Branca, Josh Earnest.

    “Isto pode resultar em isolamento ulterior da comunidade internacional e em oposição aos outros 60 países que apoiam a coalizão [contra o Estado Islâmico] liderada pelos EUA”, manifestou Earnest respondendo à pergunta de um jornalista.

    Entretanto, o chanceler da Rússia Sergei Lavrov pôs em dúvida neste domingo (13) a eficácia da coalizão internacional na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico, proibido na Rússia:

    “Alguns dos nossos colegas da coalizão falam que às vezes têm informação onde concretamente estão algumas subdivisões do EI, mas o comandante da coalizão (naturalmente, os EUA) não as manda atacar”, declarou. 

    Os EUA exigem a renúncia do presidente da Síria Bashar Assad e estão contra o fornecimento de qualquer ajuda a Damasco. A Rússia, por sua vez, apelou repetidamente à assim chamada coalizão internacional para cooperar com as autoridades sírias sob a égide do Conselho de Segurança da ONU na luta contra o Estado Islâmico. O Ministério do Exterior russo declara que Moscou nunca guardou em secreto que fornece e irá fornecer ajuda técnico-militar ao regime de Bashar Assad na luta contra o terrorismo.

    A guerra civil na Síria dura desde 2011 e já causou a morte de mais de 230 mil pessoas, segundo os dados da ONU. O governo sírio luta contra vários grupos rebeldes e organizações militares, incluindo a Frente al-Nusra e o grupo terrorista Estado Islâmico. 

    O grupo terrorista Estado Islâmico, anteriormente designado por Estado Islâmico do Iraque e do Levante, foi criado e, inicialmente, operava principalmente na Síria, onde seus militantes lutaram contra as forças do governo. Posteriormente, aproveitando o descontentamento dos sunitas iraquianos com as políticas de Bagdá, o Estado Islâmico lançou um ataque maciço em províncias do norte e noroeste do Iraque e ocupou um vasto território. No final de junho de 2014, o grupo anunciou a criação de um "califado islâmico" nos territórios sob seu controle no Iraque e na Síria.

    Tema:
    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)
    Tags:
    terrorismo, isolamento, ajuda militar, exército, Ministerio das Relacoes Exteriores (Russia), Estado Islâmico, Casa Branca, Bashar Assad, Sergei Lavrov, Josh Earnest, EUA, Rússia, Síria
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