01:13 17 Setembro 2019
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    China ultrapassa EUA e outros mercados do mundo

    © AFP 2019 / Greg Baker
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    A situação no mercado chinês estava melhor do que em qualquer outro mercado no mundo, incluindo o norte-americano, durante este ano, apesar da recente turbulência do mercado de ações, disse à Sputnik o investidor merecido norte-americano Jim Rogers.

    Rogers notou que a moeda chinesa tem sido consistentemente a segunda moeda mais forte do mundo.

    "A moeda chinesa caiu cerca de três por cento em relação ao dólar norte-americano, mas flutuações de três por cento não são nada", afirmou o investidor.

    Os índices das bolsas na China têm estado em queda desde início de julho. Em 11 de agosto, o Banco Popular da China (BPC) desvalorizou o yuan, o deixando cair 1,9 por cento em relação ao dólar norte-americano para impulsionar a economia do país, contribuindo para o maior ajuste da taxa de câmbio para a moeda nesta década.

    No dia seguinte, a taxa de câmbio dólar-yuan mostrou mais uma diminuição de 1,6 por cento. Em 13 de agosto, o BPC desvalorizou a sua moeda nacional por mais 1,1 por cento em relação ao dólar, deixando o yuan baixar durante o terceiro dia consecutivo.

    "Os indicadores chinêses cairam muito, mas os mercados em todos os lugares sofreram uma grande queda. Com certeza, a China sofreu uma queda substancial do seu ponto máximo neste ano, mas ainda a situação foi melhor do que nos Estados Unidos e na maioria dos outros mercados", disse Rogers: "Todo o mundo tem problemas agora e a China se recuperou melhor que a maioria".

    Jim Rogers é um investidor bem-conhecido e analista das finanças internacionais. Na década de 1970 ele fundou o Fundo Quantum com George Soros. Atualmente ele é presidente da Rogers Holdings e Beeland Interesses, Inc.

    Rogers acredita que o próprio etalão do petróleo favorece a economia chinesa e mundial:

    "Com certeza, seria bom. Isso seria um sinal de que a China abre a sua moeda, a sua economia e os seus mercados para o mundo exterior, de que o mundo certamente precisa e que é bom para o mundo."

    No início de setembro, a imprensa informou que em outubro a China lançaria contratos de futuros globais do petróleo bruto, com o preço em yuan.

    "Os chineses são os maiores produtores e maiores consumidores de muitas commodities, assim, certamente, deve existir um mercado na China para a maioria das coisas. Então, acho que é mais um passo para a abertura da China ao mundo exterior, o que é bom para o mundo e bom para a China", disse Rogers.

    Os novos contratos de futuros do petróleo chinês seriam os primeiros contratos a admitir a participação de investidores internacionais.

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    Tags:
    moeda, petróleo, bolsa de valores, Banco Popular da China, EUA, China
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