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    China precisa da Rússia para desenvolver seu potencial militar

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    O aumento da produção de armas chinesa não impedirá a cooperação militar sino-russa, informa o jornal vietnamita Thanh Nien citando o relatório da CSIS.

    O artigo publicado no jornal vietnamita Thanh Nien nesta quarta-feira (9) indica que a China necessita da cooperação militar com a Rússia para manter as suas capacidades militares.

    Segundo o jornal, a China reduz continuamente a sua dependência da Rússia na construção de mísseis. Todavia, a Rússia continua entregando modernos mísseis balísticos antinavio à Marinha chinesa. Este é um dos exemplos patentes da cooperação militar entre os dois países, que alegadamente estaria se reduzindo por a China pretender ser autosuficiente na questão dos armamentos. Mas, na realidade, esta cooperação é muito estreita.

    O Thanh Nien informa que, há pouco tempo, o Centro de Estudos de estratégia e Assuntos Internacionais (CSIS), com a sede em Washington, divulgou um relatório detalhado sobre tecnologias militares que a Rússia partilha com a China, contribuindo para reforçar o exército chinês em várias áreas.

    Segundo o relatório da CSIS, a cooperação com a Rússia permite ao país mais populoso do mundo alargar as suas capacidades de realizar ações militares no oeste do oceano Pacífico. De acordo com o documento, os EUA seguem as atividades chinesas no Mar da China Meridional e estão preocupados, sobretudo, com as recentes ações de Pequim.

    Embora as declarações diplomáticas dos EUA mostrem que o país acabou com a política de neutralidade em relação ao Mar da China Meridional, a CSIS indica que os EUA ainda não têm bastante força para reagir plenamente às ações da China.

    Ainda que a Rússia, os EUA e a China sejam capazes agir conjuntamente para resolver problemas globais, por exemplo, realizar negociações sobre o programa nuclear iraniano, as divergências entre eles não desaparecem. Um exemplo disso é a tensa confrontação entre a Rússia e os EUA relacionada com a adesão da Crimeia à Rússia.

    É por isso que a cooperação militar entre a Rússia e a China atrai muita atenção dos Estados Unidos. O site valuewalk.com cita o relatório da CSIS e indica que, graças à troca de tecnologias por parte da Rússia, os navios da Marinha chinesa podem efetivamente se defender dos ataques aéreos e de mísseis por parte dos EUA.

    Embora os fornecimentos de armamentos russos à China tinham diminuído significativamente desde 2006 por causa do potencial aumentado da produção de armamentos chineses, os mísseis antinavio mais modernos da China, inclusive o YJ-12, o YJ-18 e o CX-1, são fornecidos pela Rússia ou produzidos na China sob licença russa.

    Os mísseis antinavio de grande alcance são muito importantes para aumentar capacidades defensivas dos navios chineses. Mas isso ainda não é tudo. Também podem permitir à China e à Rússia atacar navios de médio porte e ainda bases militares norte-americanas.

    Há outro exemplo. A Marinha chinesa continua dependendo das tecnologias russas de radares. O relatório afirma que, se a cooperação nesta área for suspensa, a China terá de contar com as suas capacidades, mais reduzidas.

    Contudo, embora a China gaste muitos recursos financeiros para aumentar a sua produção de armas, está muito atrasada em relação à Rússia em termos de tecnologia em várias áreas. É por isso que a cooperação militar sino-russa será duradoura.

    Tags:
    cooperação técnico-militar, tecnologia militar, armamentos, China, EUA, Rússia
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