11:54 19 Janeiro 2018
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    Imigrantes recebem alimentos de voluntários enquanto esperam pelo registro no centro de recepção para refugiados e asilados em Berlim nesta sexta-feira, 5 de setembro.

    Primeiro-Ministro eslovaco duvida que os refugiados estejam morrendo de fome

    © AP Photo/ Markus Schreiber
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    O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, disse sábado, em uma estação de rádio nacional que um refugiado que pagou 5.000 euros para chegar a Europa não pode estar morrendo de fome.

    "Por acaso pode estar morrendo de fome alguém que tenha pago 5.000 euros para um contrabandista?", indagou aos ouvintes o político eslovaco.

    O primeiro-ministro disse que 99 porcento dos refugiados constitui-se de jovens que vêm para a Europa em busca de novas oportunidades.

    "Se realmente fogem do perigo, porque, por exemplo, não ficam na França, mas através do túnel tentam ir mais longe, para a Grã-Bretanha? É porque não se sentem seguros França?", perguntou Fico.

    Para o primeiro-ministro eslovaco é impossível "abrir os braços" para as pessoas que atravessam as fronteiras ilegalmente e buscam uma melhor condição econômica.

    "Grande parte do mundo atualmente está instável, especialmente a Líbia e a Síria", disse acrescentando que é a ONU quem deve tentar resolver o problema através de um mandato do Conselho de Segurança, e não a OTAN, que continua armando os opositores na Síria.

    Um dia antes, República Checa, Eslováquia, Hungria e Polônia rejeitaram por unanimidade as cotas obrigatórias de repartição dos refugiados que estão chegando à Europa e advogaram pelo "controle efetivo" das fronteiras externas da UE.

    Por sua vez, Fico disse nesta sexta-feira (4) que seu país está pronto para receber cerca de 300 famílias, de preferência de cristãos sírios.

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    Tags:
    guerra civil, refugiados, crise humanitária, crise migratória, OTAN, ONU, União Europeia, Robert Fico, Líbia, Síria, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Europa, Eslováquia
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