Presidente russo vai à China para participar da Parada da Vitória do povo chinês

© REUTERS / Stringer Soldados do exército chinês durante o ensaio para a parada militar em Pequim
Soldados do exército chinês durante o ensaio para a parada militar em Pequim - Sputnik Brasil
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Nesta quarta-feira (2), o presidente russo chega à China para comemorar os 70 anos da Vitória do povo chinês na resistência ao militarismo japonês e do fim da Segunda Guerra Mundial.

Durante a sua visita, Vladimir Putin irá reunir-se com o seu colega chinês, Xi Jinping. Além disso, terá encontros bilaterais. O assessor de Putin, Yury Ushakov, divulgou que a agenda presidencial inclui reuniões com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, os presidentes da República Tcheca, Laos e Venezuela.

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O programa da visita estará sujeito a modificação constante, caso seja necessário. Alguns encontros “informais” não estão excluídos, precisou o assessor do presidente russo. Só um encontro pode ser descartado com certeza, segundo ele, — é o encontro com o premiê do Japão, Shinzo Abe, que se recusou a visitar o país, outrora adversário.

O primeiro dia da visita será dedicado aos encontros com o presidente e o primeiro-ministro chineses, onde serão tratados assuntos de cooperação bilateral no âmbito do comércio e economia, inclusive no quadro da ONU, G20, União Econômica da Ásia-Pacífico. Yury Ushakov destacou também o assunto do desenvolvimento da União Aduaneira Eurasiática e Cinturão Econômico da Rota da Seda.

O dia de hoje terminará com um jantar oferecido pelo chefe de Estado chinês.

Já o maior destaque do segundo dia da visita, 3 de setembro, será a parada militar na praça Tiananmen (praça da Paz Celestial, em chinês), no centro de Pequim. É a segunda Parada da Vitória do ano em curso que reúne os presidentes da Rússia e da China – em 9 de maio, Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial na Rússia, durante o desfile de Moscou, Xi Jinping esteve sentado ao lado de Vladimir Putin.

Segundo o assessor do presidente russo, mais de 70 chefes de Estados e de governos do mundo inteiro assistirão ao evento, que contará com a participação de destacamentos militares solenes de 11 países – entre eles, da Rússia, representada pelo destacamento de honra do regimento Preobrazhensky.

Europeus, asiáticos e latino-americanos

Depois da Parada, Vladimir Putin irá se reunir com outros presidentes que estarão na capital chinesa. Três encontros já são confirmados pelo assessor Ushakov: Milos Zeman (República Tcheca), Choummaly Sayasone (Laos) e Nicolás Maduro (Venezuela).

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A reunião com o presidente do país europeu abrangerá a parceria nas áreas econômica, de investimento, energética e cultural; além disso, o problema do diálogo entre a Rússia e a União Europeia também constará no programa. Zeman é um dos poucos dignitários europeus que quer manter este diálogo, fomentando boas relações com Moscou.

Já a conversa com o presidente do Laos tratará principalmente de questões comerciais, com a parceria estratégica em destaque. A Rússia fez investimentos importantes no país asiático em 2014, como a hidrelétrica Sekong 5 no sul do Laos, e o prognóstico aponta para mais projetos.

O petróleo, segundo Ushakov, deve se tornar o principal assunto que discutirão Putin e Maduro. O momento atual é de queda dos preços mundiais do petróleo, matéria-prima importante para ambos os países, por isso é preciso dar passos conjuntos para estabilizar este indicador.

Negociações

Terminada esta parte da visita, começarão negociações russo-chinesas, que deverão concluir-se com a assinatura de cerca de 30 documentos conjuntos.

Estes incluem um acordo sobre a abertura de Consulados-Gerais nos dois países e um memorando de compreensão mútua sobre o projeto de fornecimento de gás natural do Extremo Oriente da Rússia à China.

A delegação russa será composta, além do presidente, pelo chefe da administração do Kremlin, Sergei Rogozin, o primeiro vice-primeiro-ministro, Igor Shuvalov, os vice-primeiros-ministros Olga Golodets e Dmitry Rogozin, o chanceler, Sergei Lavrov, os ministros da Energia, Aleksandr Novak, do Transporte, Maksim Sokolov, e da Defesa, Sergei Shoigu.

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